quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cemig investe R$ 213 milhões em energia eólica

FONTE: G1 / VALOR ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 05/02/09

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou a compra de participação acionária em três parques eólicos localizados no Ceará. Por 49% dos projetos, a empresa desembolsará R$ 213 milhões.
O contrato de compra e venda será firmado com a Energimp, controlada integralmente pela multinacional argentina Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (Impsa). Os três projetos têm capacidade instalada de 99,6 MW e estarão todos funcionando até maio de 2009. Toda energia elétrica gerada por estes empreendimentos será vendida para a Eletrobrás.

LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL988040-9356,00.html

COMENTÁRIO: Nos últimos 2 anos o negócio de eólicas começou a deslanchar no Brasil. Faltam ainda algumas ações por parte do governo, tal como adotadas na Alemanha, para regular e fomentar os investimentos. As empresas pelo visto estão tentando fazer a sua parte.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O legado da Wikipédia

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS
DATA DA NOTÍCIA: 16/12 /2008

Quarto site mais acessado do mundo, a enciclopédia online em que qualquer pessoa pode editar os verbetes tem muito a ensinar às empresas que querem entrar na era da colaboração.
Wikipédia vem da expressão havaiana wikiwiki, que significa rápido. E rapidez é mesmo a sua marca. Às 23h03 de 4 de novembro (2h03, no horário de Brasília), por exemplo, o verbete sobre as eleições americanas já registrava a vitória de Barack Obama. Essa agilidade, associada à vasta gama de assuntos tratados, transformou a Wikipédia, de um projeto de enciclopédia online em inglês escrita e editada pelos próprios leitores, em um fenômeno global. Em oito anos, virou o quarto site mais visitado do mundo, com 300 milhões de páginas vistas por dia. Existem wikipédias em 253 línguas e a maior é no idioma inglês, com 2,6 milhões de verbetes. Mas por trás dessa grande operação há uma organização enxuta, num modelo de negócios inusitado. Com 22 funcionários, a Wikipédia conta com milhares de editores voluntários. Gasta por ano US$ 4,6 milhões, dinheiro obtido com doações que vão de poucos dólares a cheques de cinco dígitos. No início de novembro, a Wikimedia, fundação responsável pela enciclopédia, lançou uma campanha para arrecadar US$ 6 milhões e conseguiu quase a metade em dez dias. O segredo? A chance de fazer parte da missão de tornar o conhecimento acessível a qualquer um – e de forma gratuita.

LINK: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG85268-8377-22,00-O+LEGADO+DA+WIKIPEDIA.html

COMENTÁRIO: Este é mais um dos bons exemplos da era da internet. Embora ele tenha alguns traço particulares de negócios na internet, como o conceito de colaboração, tão importante na Web 2.0, tem alguns outros elementos que são, ou deveriam ser, comuns a muitas empresas de sucesso. A simples leitura do artigo permite identificar estes elementos.
Em primeiro lugar ele se baseia em um senso de oportunidade e num modelo de negócio inovador. A partir dai criou um visão estratégica. O negócio é baseado em conhecimento e em agilidade e velocidade da informação. Possui um gestão eficiente e custos bem controlados. Estes elementos já constavam em muitos dos manuais de negócio da década de 80. Muitas empresas entretanto não alcançam o seu potencial por não conseguirem conjugar todos elementos em seus negócios. Assim temos empresas com boa visão estratégica mas lentas e mal geridas. Temos empresas com um bom modelo de negócio mas sem controle de custos eficientes etc.
O que realmente é novo na era da internet é o conceito de colaboração, que faz com que a empresa ganhe dinheiro tendo milhares de colaboradores anônimos trabalhando de graça (sem salário, benefícios, inss, fgts, pis, confins, pasep). Certamente um sonho dourado de muitos empresários : )).
De toda a forma Jimmy Wales foi um visionário e sua empresa alcançou um sucesso merecido. É verdade, como diz a materia, muitas empresas tem que aprender antigas e novas lições com a Wikipédia.
Uma coisa entretanto faz pensar. Se em oito anos a Wikipédia é o 4º site mais acessado do mundo, qual será o seu tamanho em 2020? De minha parte, sempre que tenho que fazer uma pesquisa sobre algum tema, começo sempre com a Wikipédia. É sempre um bom começo, trazendo os conceitos básicos e boas referências para aprofundamento.
É por falar nisto, quem quiser saber um pouco mais sob Web 2.0, basta dar uma olhada na Wikipédia.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Grande Transição - As Biocivilizações do Futuro

FONTE: IPEA-USP
DATA DA NOTÍCIA:05 /12 /2008

PALESTRA ON-LINE - IGNACY SACHS

"Estamos no início da saída gradual da era do petróleo. Essa mudança é motivada pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas e facilitada pela eminência do pico do preço do petróleo." A afirmação é do economista e sociólogo Ignacy Sachs, professor emérito da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, França e pesquisador visitante do IEA.
No dia 10 de dezembro, às 10h00, Sachs tratará dessa questão na conferência "A Grande Transição - As Biocivilizações do Futuro".Sachs considera esta a terceira grande transição na longa história da co-evolução da espécie humana com a biosfera, depois da revolução Neolítica há 12 mil anos, marcada pela domestificação de vegetais e animais, e da era das energias fósseis, iniciada há três séculos.
"Convém buscar soluções simultâneas à ameaça de mudanças climáticas deletérias e possivelmente irreversíveis, ao avanço das desigualdades sociais e ao déficit crônico e grave de oportunidades de trabalho decente", alerta o economista. Para que a humanidade tenha êxito na busca dessas soluções, "devemos examinar até onde podemos avançar na construção de biocivilizações modernas, baseadas na captação de energia solar pela fotossíntese e no uso múltiplo de biomassas como alimento humano, ração animal, adubo verde, bioenergias, materias de construção, fármacos e cosméticos".
Segundo Sachs, as vantagens comparativas naturais dos países tropicais devem ser potencializadas pela pesquisa e pela organização social apropriada do processo produtivo: "A pesquisa deve explorar o trinômio biodiversidade-biomassas-biotecnologias, estas últimas aplicadas nas duas pontas do processo produtivo em busca de soluções intensivas em conhecimentos e mão-de-obra e poupadoras de recursos naturais e financeiros".
LINK: Transmissão ao vivo pela internet www.iea.usp.br/aovivo

COMENTÁRIO: Ingacy Schas é um renomado economista e sociólogo publicou diversos livros sobre o tema de desenvolvimento sustentável e "ecossocioeconomia". Desde a década de 70 vem fomentando o debate sobre problemas ambientais e sua relação com a economia. Trabalhou na organização da Primeira Conferência de Meio ambiente e Desenvolvimento em Estocolmo em 1972 e na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Eco 92). É autor de mais de 20 livros, vários deles publicados no Brasil.
Para os que puderem assistir a palestra pessoalmente, o endereço é:
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA - Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J 374 - Cidade Universitária, São Paulo
Blog Nossos Negocios - Victor Rizzo

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Emergence on Global Stage Leaves Brazilians Divided

FONTE: SPIEGEL ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 10/08/2008

Brazil's very recent emergence on the global stage has fueled debate in the country between those advocating adaptation to international norms and those who view Brazil's real interests as conflicting with the current world order.

The key aim of Brazilian foreign policy has long been to achieve international recognition as a major player in international affairs. This aim stemmed from its belief that it should assume its "natural" role as a "big country" in the world arena. Now, as a result of the concurrence of a changing international environment and an altered domestic polity, Brazil seems closer than ever before to achieving this aim. It is gaining increasing international recognition and is poised to emerge as a "big power." However, there remain several challenges that need to be addressed in order for Brazil to meaningfully participate in global governance. This article outlines the factors that have led to Brazil's rise, the conceptual basis of Brazilian foreign policy, and the challenges ahead.
It is clearly visible that Brazil is increasingly recognized as a major player in the international arena. It is included among the "outreach five countries" along with China, India, Mexico, and South Africa, which participate in "constructive engagement" with the G-8. Engagement also seems to be the goal of the European Union, which has established strategic partnerships with countries such as South Africa, Brazil and India. It is interesting that the increased attention given to Brazil is not necessarily linked to military capacity, but rather to Brazil's ever greater importance in the global economy.

LINK: http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,582861,00.html

COMENTÁRIO: Este extenso artigo, escrito por uma brasileira, apresenta os diversos fatores que estão fazendo o Brasil assumir um papel mais significativo na arena internacional e passar a ser um player de maior peso. O artigo mostra também os desafios, internacionais e domésticos, que o país tem pela frente para poder atingir seus objetivos. É interessante ver o que estão publicando lá fora sobre o nosso país.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

e-Xyon administra mais de 1,2 milhão de processos

FONTE: COMARCA MUNDO JURIDICO
DATA DA NOTÍCIA: 14/10/2008

Gestor Jurídico atende necessidade das empresas de gestão de riscos jurídicos
A e-Xyon, empresa brasileira de Gestão de Riscos Jurídicos, que já gerencia mais de 1,2 milhão de processos, está ampliando sua atuação na prestação de serviços de gestão jurídica para departamentos jurídicos e escritórios. A companhia está expandindo suas soluções para o segmento de mercado de Recuperação de Créditos e Análise de Contratos.

Isso inclui a adequação das empresas e escritórios à Lei 11.638. A lei, semelhante à Lei Sarbanes- Oxley, foi promulgada em dezembro de 2007, entrou em vigor em janeiro de 2008 e deve ser aplicada nos balanços que serão divulgados a partir do primeiro trimestre de 2009.

Na prática, a nova lei muda a forma de se avaliar ativos, passivos e riscos. Essa lei se aplica às empresas de capital aberto e de capital fechado de grande porte e obriga a todas a seguir padrões internacionais de transparência nas práticas contábeis.

A e-Xyon possui uma completa plataforma de serviços para Gestão de Riscos Jurídicos. “Isto permite às empresas e escritórios realizarem um completo diagnóstico jurídico e fazer a gestão de suas carteiras de forma contínua e consistente” explica Victor Rizzo, gerente de Negócios da e-Xyon.

LINK: http://www.exyon.com.br/component/content/article/41-mercado-de-capitais/70-e-xyon-administra-mais-de-12-milhao-de-processos.html

COMENTÁRIO: Se consideramos que no país o judiciário como um todo tem cerca de 45 milhões de processos, a e-Xyon gerencia cerca de 2,7% deste total. Isoladamente a empresa gerencia mais processos do que diversos tribunais estaduais do país.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sinopse Internacional - Outubro 2008

FONTE: BNDES
DATA DA NOTÍCIA: 01/10/2008

Publicação semestral do BNDES, em seu número 10, aborda o panorama mundial da economia, incluindo temas como a evolução dos preços das commodities, histórico dos índices das bolsas entre 2006 e 2008, taxa de juros média dos Federal Funds, desempenho da economia mundial e previsões de crescimento, composição do PIB mundial dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, desedobramentos da crise subprime, aceleração da inflação mundial, evolução do comércio exterior brasileiro com detalhes sobre a exportação do etanol e uma matéria especial, bastante detalhada, sobre o panorama dos fundos soberanos.

LINK: http://www.bndes.gov.br/conhecimento/publicacoes/cataologo/sinopse_intl.asp

COMENTÁRIO: Como sempre a publicação do BNDES, permite ter uma visão ampla e bem fundamentada da evolução da economia mundial. Este número apresenta na, página 8, as estatísticas de citei em meu comentário ao post anterior do André Lauria, sobre o PIB dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Para resumir, em 1998, o PIB dos países emergentes e em desenvolvimento representava 58% do PIB dos países desenvolvidos. Em 2008, esta relação será de 81%. Existem duas tendências muito importantes em curso. No mesmo período, o PIB dos países desenvolvidos apresentou uma queda de cerca de 13%, enquanto que o PIB dos emergenteres e em desenvolvimento apresentou um aumento na ordem de 22%. A previsão é que os dois valores iriam se igualar entre 2018 e 2020. Com a crise nos países desenvolvidos, é possível que esta previsão se antecipe. A médio prazo estamos falando de uma maior participação dos países em desenvolvimento na economia e nas decisões mundiais e uma maior equilibrio da riqueza no mundo. Ná página 9 são apresentados alguns gráficos do lucro líquido dos principais bancos americanos, o que permite entender melhor a crise subprime.

Veja também a edição anterior: Sinopse Internacional - Janeiro 2008

Victor Rizzo - Blog Nossos Negocios

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A ascensão do resto do mundo: os desafios da Nova Ordem Mundial

FONTE: Der Spiegel
DATA DA NOTÍCIA: 3/10 /2008

Os Estados Unidos não são mais capazes de suportar a crise mundial. Mas quem assumiria o seu lugar? A Rússia, o Brasil, a China e a Índia estão em ascensão, mas eles estão competindo também com a Europa e os Estados Unidos por recursos naturais finitos.

Estamos vivendo uma era na qual não há uma única potência dominante. O globo está acossado por crises (...). Nenhum país é capaz de elaborar soluções para problemas desse tipo. Nem mesmo as Nações Unidas estão a altura dessa tarefa.

Quais são as potências decisivas nesta nova ordem mundial? Os Estados Unidos, a Rússia, a Índia, a China, o Brasil e a União Européia estão sem dúvida entre elas. É interessante que estes países estejam se aproximando cada vez mais. A atual crise financeira demonstrou como as relações entre eles se aprofundaram. Outras similaridades são também reveladoras. Com a exceção dos europeus, cada um desses países contém aspectos do primeiro, do segundo e do terceiro mundo. Na megalópole Mumbai, por exemplo, a maior favela da Ásia fica ao lado de uma próspera área econômica. Uma pessoa que faça uma viagem pela Rússia encontrará tanto uma riqueza impressionante quanto uma pobreza absoluta. Até mesmo nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, parte da população luta para ter um padrão decente de vida. Esses países não são nem inimigos nem amigos uns dos outros; eles são "frenemies", competidores na busca por escassos recursos mundiais. Eles asseguram aos seus povos que são capazes de modelar a próxima ordem global e de garantir o futuro bem-estar da população, mas as respectivas idéias de futuro podem variar bastante. (...). As elites produtivas sabem que onde houver favelas haverá "cidades fracassadas" e "Estados fracassados".

Novas alianças que jogam os países uns contra os outros não serão capazes de resolver os desafios do século 21. Novas formas de cooperação internacional, consulta e compromisso precisarão desempenhar um papel central em um mundo multipolar. (...). Somente um futuro comum - "mudança através do bom relacionamento" e não "um choque de futuros" - poderá nos impulsionar para adiante.

LINK:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2008/10/03/ult2682u960.jhtm

COMENTÁRIO: Texto bem interessante este do Wolfgang Nowak, ligado ao Deutsche Bank. O conceito de "frenemies" reforça a responsabilidade global que os países de destaque passam a ter em um mundo multipolar e a necessidade de cooperação entre eles. É para pensar muito quando ele coloca que somente um futuro comum poderá nos impulsionar para adiante. Desafios complexos: novas soluções ou o antigo que nunca conseguiu ser feito direito?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Prefeitura de São Paulo arrecada R$ 37 milhões com créditos de carbono

FONTE: ULTIMO SEGUNDO (VALOR ON LINE)
DATA DA NOTÍCIA: 25/09/2008

A Prefeitura de São Paulo arrecadou 13,69 milhões de euros (R$ 37 milhões) durante o leilão de créditos de carbono realizado nesta quinta-feira na BM & FBovespa. Ao todo, foram vendidos 713 mil créditos, também chamados de RCEs (Redução Certificada de Emissões), ao preço de 19,20 euros, o que representa um ágio de 35,21% sobre o valor inicial, de 14,20 euros.
Das dez instituições que participaram do leilão, oito fizeram ofertas. A dona dos lotes vencedores foi a empresa suíça Mercuria Energy Trading, baseada em Genebra.Do total de créditos arrematados, 454.343 são oriundos de um projeto do Aterro Sanitário Bandeirantes (zona norte), enquanto que os 258.657 créditos restantes vieram do Aterro Sanitário São João (zona leste).
O leilão foi acompanhado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e pelo presidente do Conselho de Administração da BM & FBovespa, Gilberto Mifano.
LINK:http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/25/prefeitura_de_sao_paulo_arrecada_r_37_milhoes_com_creditos_de_carbono_1938842.html

COMENTÁRIO: Um bom exemplo a ser seguido por outras prefeituras. E não estamos apenas em ser ambientalmente correto, mas sim de reforçar o caixa das prefeituras.