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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasil investe em redução do custo de etanol de 2ª geração

FONTE: DCI - Diário, Comércio, Industria & Serviços
DATA DA NOTÍCIA: 28/07/2010


SÃO PAULO - O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) planeja para 2012 sua expansão: a meta é a integração de uma planta de demonstração de etanol celulósico em uma unidade industrial associada ao CTC. Um projeto já em funcionamento - localizado em Piracicaba (SP) - produz 1 mil litros de álcool de segunda geração por dia. Com os futuros testes concluídos, a produção aumentará em até 40% em relação ao processo existente. A entidade divulgou também, ontem, durante evento realizado em São Paulo, o relatório de resultados 2005-2010 e inovações para os próximos dez anos.

Nilson Zaramella Boeta, diretor superintendente do CTC, afirmou que, dentro de dois anos, o objetivo é colocar a planta de demonstração em patamares de escala industrial. "O nosso [projeto] é o único acoplado à usina atual".

Segundo Thomas Bernd Ritter, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento do CTC, a entidade reduziu, de três anos para cá, um terço dos custos de produção do etanol celulósico. "O objetivo é aproximar os custos aos do etanol de primeira geração", diz Boeta.


LINK: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&id_noticia=336040&editoria=

COMENTÁRIO: Etanol de 2ª geração ou Etanol Celulósico é o álcool obtido a partir da quebra da celulose da biomassa. A celulose é uma das matérias primas mais abundantes na natureza, presente em todos os vegetais.
Ao contrário do etanol obtido através do processo de fermentação de substâncias ricas em açúcares, como o caldo da cana de açúcar ou de outros produtos nobres como cereais e beterraba que são utilizados para alimentação humana ou de animais, o etanol celulósico pode ser obtido de diversos subprodutos e resíduos de biomassa como palhas e cascas.

Desta forma a produção de álcool combustível pode ser obtida também através de matérias primas que antes eram descartadas ou só entravam no processo de geração de energia através da queima para geração de vapor para termoelétricas.

Com esta nova tecnologia, após a produção do etanol do caldo da cana, o bagaço de cana que antes era subproduto, pode entrar em um novo processo para a produção de mais etanol. Estimam-se que com isto será possível aumentar entre 30% a 40% a produção de etanol no país sem aumentar a área plantada. Ou seja, significa acrescentar mais 8 bilhões de litros a produção brasileira que atualmente é de 24 bilhões de litros.

Segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) - 2009 publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o grupo cana de açucar e derivados representava em 2008 cerca de 17% do total da matriz energética.

Além do bagaço de cana, podem também ser utilizados a palha de milho, casca de eucalipto e diversos outros resíduos da agroindústria que antes tinham destinação menos nobre.

Existe em todo o mundo uma corrida nos centros de pesquisa, principalmente nos Estados Unidos e Brasil para criação de um processo que seja viável em escala industrial.
A chave do processo está em selecionar ou desenvolver enzimas, bactérias e leveduras capazes que quebrar a celulose e transforma-la em glicose que possa passar então pelo processo de fermentação e destilação.

De quebra, o processo de etanol celulósico é o que gera a menor quantidade de gases do efeito estufa, se comparado com a produção de gasolina e etanol convencional.

Quem sabe no futuro a tecnologia evolua a ponto de gerarmos energia a partir de papelão reciclado, que nada mais é do que CELULOSE.

Vale lembrar que a celulose nada mais é do que energia solar condensada em matéria pelo processo da fotosíntese. A queima de um pedaço de madeira nada mais faz do que liberar esta energia armazenada.


Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Wind of change

FONTE: ECONOMIST
DATA DA NOTÍCIA: 04/12 /2008

Energy: Wind power has established itself as an important source of renewable energy in the past three decades. The basic idea is ancient, but its modern incarnation adds many new high-tech twists.
Old-fashioned windmills, no longer used to grind flour, have become tourist destinations in much of the developed world. Most people would agree that wooden windmills fit pleasingly into the landscape, and are charming reminders of a simpler, agrarian past. But opinion is divided about their high-tech descendants, wind turbines, which are springing up across the world as a source of renewable electricity. To some they are a blight on the landscape; to others they are graceful, majestic structures that signal the shift towards new sources of energy.
The first wind farms sprouted in California in the early 1980s, beneficiaries of generous tax credits. Among the rolling hills of Altamont Pass, near San Francisco Bay, some early turbines can still be seen spinning, turning a portion of the wind’s kinetic energy into electricity. With capacity of mere tens of kilowatts and a rotor diameter of 15 metres or so, these windmills are no giants, at least by today’s standards. New machines typically have a capacity of 1.5-2.5 megawatts (MW), or 30 to 50 times that of the early Altamont Pass turbines, with rotor diameters as great as 100 metres, so that their blades sweep an area about the size of a football field.
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The wind-power industry has come a long way since the first Altamont Pass turbines started to spin. Although wind generates only about 1% of all electricity globally, it provides a respectable portion in several European countries: 20% in Denmark, 10% in Spain and about 7% in Germany. Wind power is also on the rise in America, where capacity jumped by 45% last year to reach nearly 17 gigawatts (GW) at the end of 2007. In China the pace has been faster still. Since the end of 2004, the country has nearly doubled its capacity every year. Globally, wind power installations are expected to triple from 94GW at the end of 2007 to nearly 290GW in 2012, according to BTM Consult, a Danish market-research firm. They will then account for 2.7% of world electricity generation, the company predicts, and by 2017 their share could be nearly 6%.

LINK: http://www.economist.com/science/tq/displaystory.cfm?story_id=12673331

COMENTÁRIO: O artigo apresenta de forma rápida um resumo da evolução do mercado de energia eólica nas últimas 3 décadas. A partir do início do anos 70, com a segunda crise do petróleo em 1973, os países perceberam que não podiam deixar as suas economias a mercê do preço do petróleo. Notadamente os países com base industrial e grande dependência de importação de petróleo, tais como Alemanha, Espanha, Dinamarca e Estados Unidos, começaram a investir em pesquisa para desenvolvimento de tecnologia para geração de energia eólica. A primeira usina eólica comercial conectada a rede publica foi instalada em 1979 na Dinamarca. A partir dai, em alguns países como Alemanha, os governos passaram a dar incentivos que permitiram que a indústria se desenvolvesse, ganhasse escala e atraísse investimentos do setor privado.
No Brasil, com uma matriz energética baseada em energia hidráulica, petróleo e biomassa, apesar da boa disponibilidade de ventos na região sul e nordeste, a introdução das unidades de geração por energia eólica demoraram muito a acontecer.
Até ha algum tempo atrás a posição (míope) do governo era de não incentivar os investimentos em geração por energia eólica, porque o país não dominava e ainda não domina, a tecnologia de desenvolvimento de geradores eólicos e isto representaria ter que pagar por tecnologia importada.
O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, o PROINFA criado em 2002, com investimento do BNDES a partir de 2004, foi muito criticado pela indústria por exigir um alto índice de nacionalização dos equipamentos (60%). Esta meta é difícil de ser atingido em um país que conta com apenas dois fornecedores de turbinas geradoras, o último instalado no ano passado. Soma-se a isto o baixo preço pago nos leilões de energia. Na prática, até 2007, após 5 anos de existência o PROINFA só tinha atingido 26% de suas metas.
Uma das primeiras empresas fabricantes de geradores eólicos a atuar no Brasil, a partir de 1996, foi a Wobben Windpower , subsidiária da ENERCON GmbH da Alemanha, que possui duas unidades industriais uma em Sorocaba (SP) e a outra em Pécem (CE) e já instalou mais de 200 aerogeradores no país.
O primeiro grande investimento em geração de energia foi em 2005 no Parque Eólico de Osório, localizado no Rio Grande do Sul com 75 torres com 98 metros de altura e uma capacidade de geração de 150 MW entrou em operação no início de 2007. O investimento total na época foi de R$ 670 milhões, dos quais 69% foram financiados pelo BNDES.
Recentemente os pais têm atraído investimento de fabricantes de aerogeradores, como a alemã Führlander que está investindo R$ 20 milhões na construção de uma unidade industrial em Pecém.
A argentina Impsa está se instalando no país e prevê investimento também na ordem de R$ 20 milhões.
Entre as empresas de geração de energia destacam-se a Ventos do Sul pertencente à espanhola Enerfin/Enervento (Grupo Elecnor) com 90%, à alemã Wobben com 9% e à brasileira CIP Brasil, com 1%.
A carioca Multiner, empresa de capital aberto, esta desenvolvento dois projeto Alegria I e Alegria II em Grumaré, no Rio Grande do Norte, com 92 turbinas eólicas fornecidas pela dinamarquesa Vestas e uma capacidade total planejada de 151,8 MW.
Hoje existem no país, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia, 75 empreendimentos em operação, 38 em construção e 21, com EPC.
No mundo a demanda por energia eólica tem crescido de forma expressiva, a taxa superiores a 20% ao ano e o Brasil ocupa o tímido 20º lugar.
De acordo com o Altas do Potencial Eólico Brasileiro elaborado pelo MME, o país possui um potencial de 143,4 GW distribuído em 5 regiões, o que equivale a 10 Usinas de Itaipu. Isto, com uma geração distribuída e impactos ambientais muito menores.

Veja também:
Cemig investe R$ 213 milhões em energia eólica

Energia Eolica Aneel.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cemig investe R$ 213 milhões em energia eólica

FONTE: G1 / VALOR ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 05/02/09

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou a compra de participação acionária em três parques eólicos localizados no Ceará. Por 49% dos projetos, a empresa desembolsará R$ 213 milhões.
O contrato de compra e venda será firmado com a Energimp, controlada integralmente pela multinacional argentina Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (Impsa). Os três projetos têm capacidade instalada de 99,6 MW e estarão todos funcionando até maio de 2009. Toda energia elétrica gerada por estes empreendimentos será vendida para a Eletrobrás.

LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL988040-9356,00.html

COMENTÁRIO: Nos últimos 2 anos o negócio de eólicas começou a deslanchar no Brasil. Faltam ainda algumas ações por parte do governo, tal como adotadas na Alemanha, para regular e fomentar os investimentos. As empresas pelo visto estão tentando fazer a sua parte.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Grande Transição - As Biocivilizações do Futuro

FONTE: IPEA-USP
DATA DA NOTÍCIA:05 /12 /2008

PALESTRA ON-LINE - IGNACY SACHS

"Estamos no início da saída gradual da era do petróleo. Essa mudança é motivada pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas e facilitada pela eminência do pico do preço do petróleo." A afirmação é do economista e sociólogo Ignacy Sachs, professor emérito da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, França e pesquisador visitante do IEA.
No dia 10 de dezembro, às 10h00, Sachs tratará dessa questão na conferência "A Grande Transição - As Biocivilizações do Futuro".Sachs considera esta a terceira grande transição na longa história da co-evolução da espécie humana com a biosfera, depois da revolução Neolítica há 12 mil anos, marcada pela domestificação de vegetais e animais, e da era das energias fósseis, iniciada há três séculos.
"Convém buscar soluções simultâneas à ameaça de mudanças climáticas deletérias e possivelmente irreversíveis, ao avanço das desigualdades sociais e ao déficit crônico e grave de oportunidades de trabalho decente", alerta o economista. Para que a humanidade tenha êxito na busca dessas soluções, "devemos examinar até onde podemos avançar na construção de biocivilizações modernas, baseadas na captação de energia solar pela fotossíntese e no uso múltiplo de biomassas como alimento humano, ração animal, adubo verde, bioenergias, materias de construção, fármacos e cosméticos".
Segundo Sachs, as vantagens comparativas naturais dos países tropicais devem ser potencializadas pela pesquisa e pela organização social apropriada do processo produtivo: "A pesquisa deve explorar o trinômio biodiversidade-biomassas-biotecnologias, estas últimas aplicadas nas duas pontas do processo produtivo em busca de soluções intensivas em conhecimentos e mão-de-obra e poupadoras de recursos naturais e financeiros".
LINK: Transmissão ao vivo pela internet www.iea.usp.br/aovivo

COMENTÁRIO: Ingacy Schas é um renomado economista e sociólogo publicou diversos livros sobre o tema de desenvolvimento sustentável e "ecossocioeconomia". Desde a década de 70 vem fomentando o debate sobre problemas ambientais e sua relação com a economia. Trabalhou na organização da Primeira Conferência de Meio ambiente e Desenvolvimento em Estocolmo em 1972 e na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Eco 92). É autor de mais de 20 livros, vários deles publicados no Brasil.
Para os que puderem assistir a palestra pessoalmente, o endereço é:
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA - Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J 374 - Cidade Universitária, São Paulo
Blog Nossos Negocios - Victor Rizzo

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Royalties: quase 80% é contingenciado

FONTE: Contas Abertas
DATA DA NOTÍCIA: 16/09/2008

Ainda não se tem certeza sobre o valor que o governo federal arrecadará pela exploração das novas reservas de petróleo acumuladas na camada do pré-sal. Ainda assim, os estados já se digladiam pela maior fatia dos royalties. Enquanto isso, 60% dos recursos globais autorizados em orçamento para este ano oriundos da fonte de “compensação financeira por exploração de petróleo ou gás natural” ainda não foram aplicados pelos governos federal e estaduais. Dos R$ 24 bilhões previstos no orçamento para 2008 com recursos originados dessa fonte, apenas R$ 9,7 bilhões foram efetivamente gastos até agora, incluindo os chamados restos a pagar - dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes. Do montante previsto exclusivamente para uso do governo federal, R$ 8,9 bilhões, pouco mais de R$ 7 bilhões (79%) estão congelados na chamada reserva de contingência, que anualmente ajuda nas metas de superávit primário do governo federal (veja a tabela).

Além disso, da arrecadação global de royalties sob responsabilidade da União este ano (R$ 8,9 bilhões), apenas R$ 763 milhões foram desembolsados, o que representa somente 9% do total previsto em orçamento. A compensação financeira é restituída pelas empresas concessionárias ao orçamento da União por meio dos royalties – valores pagos sobre a produção bruta de petróleo – e das “participações especiais” – calculadas sobre a receita líquida trimestral dessa produção e só para uma produção de 30 mil barris por dia ou mais.Dentre os baixos índices de gastos realizados com recursos adquiridos pelos royalties, destaca-se o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O órgão é responsável por administrar R$ 1,1 bilhão dos recursos originados da compensação financeira por exploração de petróleo ou gás natural, mas até agosto aplicou apenas R$ 1,2 milhão – o que não representa sequer 1% do orçamento global previsto para a pasta (veja tabela do MMA).

Do valor global administrado pelo órgão, R$ 9,6 milhões (1%) são efetivamente passíveis de execução com despesas do ministério, segundo informa a assessoria do MMA. O restante é enquadrado na reserva de contingência. Os recursos são utilizados no desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos relacionados com a preservação do meio ambiente e a recuperação de danos ambientais causados pelas atividades da indústria do petróleo.Em seguida, o menor percentual de execução está a cargo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que neste ano desembolsou somente 23% do R$ 1,4 bilhão autorizado em seu orçamento (veja tabela do MCT).

Segundo a assessoria do MCT, parte do orçamento ainda está em processo de elaboração de edital para ser liberado. “Os editais serão lançados em breve pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), mas todos os recursos serão aplicados até 2010, conforme projetado, em março deste ano, pelo Conselho Gestor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico”, explica a assessoria em nota.Dentre as ações do MCT com base nos recursos arrecadados por royalties estão as atividades de pesquisa, de qualificação de recursos humanos, diagnóstico das necessidades e prognóstico das oportunidades para a indústria do petróleo. Os recursos do ministério devem, ainda, financiar programas de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico aplicados ao setor do petróleo e do gás natural.

O Ministério da Defesa também desembolsou pouco este ano com verba originada da fonte de compensação financeira por exploração de petróleo ou gás natural. Somente 20% do total de R$ 1,7 bilhão foi gasto pela pasta (veja tabela da Defesa). A Marinha do Brasil, responsável pela execução do orçamento levantado pelos royalties do petróleo destinados à Defesa, justifica que o montante disponível para o ministério é composto por R$ 706 milhões da reserva de contingência e por R$ 994 milhões de Orçamento de Custeio e Capital (OCC), que incluí as despesas do dia-a-dia do órgão. “Do montante passível de empenho, a Marinhas do Brasil efetivamente gastou cerca 45% (R$ 297,03 milhões)”, justifica o ministério. A Marinha esclarece, ainda, que a limitação nos gastos se dá, principalmente, pelo contingenciamento aplicado ao Ministério da Defesa. Segundo o ministério, o orçamento é utilizado para atender aos encargos de fiscalização e proteção das áreas de produção do petróleo. Além disso, com esses recursos a Marinha custeia a manutenção, reaparelhamento e reparos de equipamentos, a aquisição de combustíveis e sobressalentes utilizados nas missões e a capacitação de pessoal.

Os royalties administrados diretamente pelo Ministério de Minas e Energia (MME) totalizam R$ 4,5 bilhões em 2008. Desse total, apenas 2% foram efetivamente gastos. Segundo o MME, os recursos contemplam programas do próprio ministério, além de serem redistribuídos para outros órgãos vinculados, como a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, por exemplo, para onde há dotação de R$ 717,5 milhões. Desse montante, 88% estão contingenciados e somente 5% do valor global foram aplicados pela companhia até agora. Para a Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis – ANP, o orçamento prevê R$ 3,2 bilhões, dos quais 99% estão destinados à reserva de contingência (veja tabela do MME).

O MME tem à disposição de seus programas, com recursos dos royalties, o total de R$ 670,4 milhões, tendo sido gasto pouco mais de 1% desse valor. A justificativa: R$ 661,2 milhões (99%) na reserva de contingência. De acordo com o ministério, os recursos são utilizados para o financiamento de estudos, pesquisas, projetos, atividades e serviços de levantamentos geológicos básicos no território nacional. Além desses montantes, o MME é responsável também por emitir os empenhos referentes às “transferências constitucionais e as decorrentes de legislação específica”, que são as arrecadações repassadas aos estados e municípios. Do montante de R$ 15,2 bilhões, o ministério empenhou quase 100%, tendo sido repassados efetivamente R$ 6,6 bilhões às regiões beneficiárias. Vale lembrar que os repasses aos estados e municípios são feitos em parcelas mensais e que a execução do orçamento distribuído não é passível de acompanhamento pelo o Sistema de Administração Financeira do governo federal (Siafi).

Debate precipitado

De acordo com Roberto Piscitelli, economista e professor de finanças públicas da Universidade de Brasília, o governo tem colocado o “carro na frente dos bois”. O economista acredita que a aposta sobre o pré-sal é muito alta e precipitada. “Ainda não temos certeza da viabilidade da exploração no pré-sal”, afirma. Além disso, Piscitelli lamenta que a discussão sobre o rateio dos royalties tenha se tornado de baixo nível. "A briga pela maior parte dos royalties só demonstra a pobreza de valores dos nossos líderes. Cada estado quer uma parte maior alegando que a região sofre pela exploração, mas se somos uma federação é preciso termos consciência de que a melhor distribuição é a descentralizada", diz o economista.

Para Piscitelli, as arrecadações são resultado do apoio dos contribuintes nos mais de 50 anos de existência da Petrobrás e por isso deveriam ser bem aplicadas, ou ao menos aplicadas de fato. “O aspecto da baixa execução do orçamento é crônico e atinge quase toda a programação orçamentária, mesmo naquilo com que o governo efetivamente se compromete a gastar”, explica o professor.

Milton Júnior (do Contas Abertas)

LINK: http://www.contasabertas.com/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2389

COMENTÁRIO: Ainda não é possível ter certeza da viabilidade econômica da exploração, mas o fato é divulgado como receita certa. Talvez o dinheiro gerado pelo pré-sal só esteja disponível daqui a mais dois mandatos presidenciais e já estão brigando por ele. Mais do que precipitado, o debate parece pouco responsável e muito eleitoreiro.

Veja também o artigo "Pré-sal, discurso e futuro" no Site -O Futuro Começa Agora

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cientistas modificam bactéria para fazer etanol a partir de qualquer planta

FONTE: G1 GLOBO.COM
DATA DA NOTÍCIA: 09/09/2008

Linhagem criada nos Estados Unidos transforma celulose em etanol. Meta é viabilizar a produção do combustível em larga escala naquele país. Cientistas americanos continuam na corrida para desenvolver uma forma de produzir etanol que seja competitiva. Sua última criação é uma bactéria, capaz de comer celulose e excretar etanol, com alta produtividade.

O microrganismo é uma versão "adaptada" da bactéria Thermoanaerobacterium saccharolyticum. Trata-se de uma criatura termofílica (ou seja, que gosta de altas temperaturas) e anaeróbica (ou seja, que não usa oxigênio). Os cientistas, liderados por Joe Shaw e Lee Lynd, do Dartmouth College, nos EUA, modificaram geneticamente o bichinho (rebatizado de ALK2) para que ele produzisse mais e melhor o etanol. Deu certo: além do alto rendimento, acabou que o etanol foi praticamente o único produto gerado pela bactéria.

LINK:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL752590-5603,00-CIENTISTAS+MODIFICAM+BACTERIA+PARA+FAZER+ETANOL+A+PARTIR+DE+QUALQUER+PLANTA.html

COMENTÁRIO: O processo normal de produção de etanol (álcool etílico) baseia-se na transformação dos açúcares (glicose) ou amidos existentes em certos vegetais em álcool, através da ação de leveduras (Saccharomyces cerevisiae) ou bactérias. Este processo de fermentação é utilizado por estes microorganismos para a obtenção de energia e tem como subproduto o álcool e o gás carbônico. Isto vale tanto para o álcool combustível veicular, para a sua cerveja, para o vinho ou mesmo para a sofisticada champagne.

No caso da cana de açúcar, o caldo é previamente purificado e transformado em mosto, uma solução com teores de açúcar previamente ajustada. A este mosto são adicionadas as leveduras para que ocorra o processo de fermentação, que irá resultar em uma intensa liberação de gás carbônico e a transformação do açúcar em álcool diluído em água. O produto final deste processo é uma solução um teor alcoólico de cerca de 7° a 10° GL.

Esta solução passa então por diversas torres de destilação que irão progressivamente recuperando, concentrando e purificando o álcool até cerca de 96° GL. O resíduo desta destilação é a vinhaça que é posteriormente utilizada para a adubação na agricultura.

O subproduto deste processo é o bagaço de cana que hoje é aproveitado como combustível para queima e geração de energia em termelétricas, que garante a auto-suficiência energética das usinas de cana. Com este sistema de geração de energia prevê-se que as usinas irão gerar até 2020 o equivalente a duas Itapus de energia.

O álcool gerado desta forma representa apenas um terço da energia captada do sol pela planta. Os outros dois terços são energia solar convertida em celulose através do processo de fotossíntese.

As pesquisas estão evoluindo hoje para a obtenção de etanol a partir de restos vegetais abundantes e de pouco valor econômico contendo celulose, como palhas, restos de madeira, ou o próprio bagaço de cana, que não sirvam para alimentação humana ou animal. Este processo é o chamado etanol de lignocelulose e se dá através da hidrólise, que pode ser enzimática ou acida, sendo a primeira mais eficiente.

Isto abre a porta para a utilização de uma grande variedade de matérias primas para geração de álcool e energia, incluindo-se por exemplo, cascas de eucalipto ou qualquer outro resíduo agroindustrial rico em carbono.

No caso do eucalipto, a madeira, galhos ou as cascas são cozidas em água gerando um caldo chamado de licor negro. Este licor negro é utilizado para a obtenção do etanol.

A obtenção de energia a partir que qualquer material celulósico barato irá permitir que diversos países possam reduzir o seu consumo de petróleo e derivados. Isto é particularmente importante para países como os Estados Unidos que estão sujeitos e uma grande dependência de importação de petróleo dos países Árabes, o que gera como conseqüência uma forte pressão políticas nas relações, que entre outros, culminou com a invasão do Iraque pelas tropas americanas para a garantia da manutenção do acesso ao petróleo. O domínio desta tecnologia poderá representar uma mudança na geopolítica global, principalmente no caso dos Estados Unidos que é totalmente refém dos países Árabes e iniciar um processo de mudança da matriz energética para energias renováveis.
Os países membros da Opep detêm 75,5% das reservas de petróleo comprovadas do mundo, o que os dá um enorme poder de barganha no cenário mundial. Do total das reservas mundiais de 61% estão concentradas nos países do Oriente Médio.
Já os Estados Unidos, respondem por 2,4% das reservas comprovadas, 8,0% da produção e 23,9% do consumo mundial.

Hoje existe uma intensa corrida dos centros de pesquisa, principalmente nos Estados Unidos e Brasil, onde a indústria de etanol é mais evoluída, para o desenvolvimento de processo e patentes de produção de álcool a partir da celulose.

De quebra, o etanol é muito menos poluente do que os combustíveis a base de petróleo o que também ira contribuir para redução de emissão de gases de efeito estufa. O meio ambiente agradece.
No futuro poderemos, por exemplo, estar fazendo álcool de caixas de papelão (celulose) do lixo!

Em tempo, a Embrapa já esta desenvolvendo processo para obtenção de Etanol a partir de batata doce e mandioca.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Germany leads 'clean coal' pilot

FONTE: BBC NEWS
DATA DA NOTÍCIA: 03/09/2008

This mini power plant is a pilot project for carbon capture and storage (CCS) - the first coal-fired plant in the world ready to capture and store its own CO2 emissions.
Next week the pilot - an oxyfuel boiler - will be formally commissioned.
A cloud of pure oxygen will be breathed into the boiler. The flame will be lit. Then a cloud of powdered lignite will be injected.
The outcome will be heat, water vapour, impurities, nine tonnes of CO2 an hour, and a landmark in clean technology.
Because the CO2 will then be separated, squashed to one 500th of its original volume and squeezed into a cylinder ready to be transported to a gas field and forced 1,000m below the surface into porous rock where it should stay until long after mankind has stopped worrying about climate change.

LINK: http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7584151.stm

COMENTÁRIO: O armazenamento de gás carbônico no subterrâneo não chega a ser uma novidade. Este tipo de solução já era prevista há algum tempo. A novidade aqui é o fato de que uma planta piloto já está operando neste sistema. A questão do uso do carvão para geração de energia esbarra hoje principalmente no fato de que este é muito poluente e emite um consideravel volume de CO2, um dos principais responsáveis pelo aquecimento atmosférico. Embora não seja uma fonte renovável, as reservas de carvão no mundo são muito grandes e permitiriam seu uso ainda por muitas décadas. O problema entretanto pode ser resumido assim:
1- O carvão é um combustível fóssil e portanto não renovável.
2- As reservas de carvão no mundo são muito grandes.
3- Caso a tecnologia se demonstre viável em termos de custo, esta alternativa pode se mostrar positiva.
4- Não devemos nos desviar entretanto da busca de alternativas de energias renováveis como a solar e eolica que serão, estas sim, solucões definitivas para o problema de energia da humanidade a longo prazo. Apenas como dado comparativo, o Sol envia para a Terra cerca de 10.000 vezes o consumo mundial de energia primária.
6- No caso da energia solar, está permite ainda a geração distribuída pelos próprios consumidores (residências e empresas) o que elimina o custo de extensas linhas de transimissão e de distribuição da energia gerada em unidades de grande porte.
7- Se comparado com os outros sistemas de geração de energia, o investimento realizado em pesquisa de energia solar fotovoltaica e eólica e muito pouco significativo. Maiores insvestimento representam maior eficiência dos sistemas e redução do custo por kW.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

domingo, 10 de agosto de 2008

Petrobras descobre nova jazida de óleo leve no pré-sal

FONTE: AGÊNCIA ESTADO
DATA DA NOTÍCIA: 07/08/2008

A Petrobras informou nesta noite a descoberta de uma nova jazida de óleo leve na área do pré-sal da Bacia de Santos. A informação consta de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A estatal não especifica o tamanho do poço, informalmente conhecido como Iara, mas diz que a densidade do óleo é de cerca de 30 graus API(sigla que identifica a classificação da qualidade do óleo), bastante mais alta do que a média nacional, abaixo dos 20 graus. A classificação máxima é de 50 graus API. Quanto mais perto desse número, de maior valor é o óleo. Em 12 de junho, a Petrobras já havia anunciado a descoberta de uma jazida de óleo leve no pré-sal.
O poço está localizado em área explorada pelo consórcio formado pela Petrobras, que é a operadora, com 65%, o britânico BG Group, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%. O consórcio explora o bloco conhecido como BM-S-11.O bloco é composto por duas áreas exploratórias, sendo que na maior delas foi perfurado o campo de Tupi, que encontra-se em fase de avaliação.
O novo poço, informalmente conhecido como Iara, encontra-se a cerca de 230 quilômetros do litoral da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d''água de 2.230 metros. A estatal informa que ele ainda encontra-se em perfuração em busca de objetivos mais profundos.A descoberta foi comprovada através de amostragem de óleo leve por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.600 metros, e comunicada hoje à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

LINK: http://aeinvestimentos.limao.com.br/economia/eco14283.shtm
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

Making Mobile Networks Cheap and Green

FONTE: SPIEGEL ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 08/04/2008

VNL of Sweden unveils a solar-powered base station for the cellular industry that is a fraction of the size and cost of conventional towers.

It has taken 21 years to get mobile phones into the hands of 3 billion people around the world. Reaching the next 1.5 billion, who live in the world's poorest and most remote corners, is expected to take a lot less time but will pose much tougher challenges.
There is, for instance, the thorny question of how to justify the expense of installing transmission towers in areas where people can only afford to pay as little as $2 per month for phone service—not to mention the cost of running and servicing equipment where electricity and engineers are in short supply.
That is where VNL, a new, privately funded Swedish-Indian telecom equipment maker comes in. Co-founded by Anil Raj, a Stockholm-based mobile industry veteran who held key roles at Ericsson and Sony Ericsson, VNL includes a dozen of the engineers and executives who created the digital-mobile technology known as GSM. They have turned their expertise to the challenge of making mobile networks that are vastly cheaper, simpler, and less power-hungry than anything ever before devised.
The Four-Year Wait is Over
Now, after four years in stealth mode, VNL is finally pulling back the curtain. In July, the company introduced its radically new mobile transmission towers—known in industry parlance as base stations. Costing just $3,500 each (compared with prices typically ranging from $10,000 to $100,000 for conventional base stations) and roughly the size of a laser printer, VNL's base stations are powered by solar energy and use only as much energy as a 100-watt lightbulb. That's one-sixth the amount needed by the most efficient competing base stations that run on alternative energy.

LINK: http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,569855,00.html

COMENTÁRIO: O artigo apresenta um caso muito interessante no qual a energia solar não só é viavel, mas permitiu reduzir drasticamente o custo das torres de transmissão de sinal de celulares.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

Brazil defends biofuel's merits

FONTE: BBC NEWS
DATA DA NOTÍCIA: 28/07/2008

Truckloads of sugar cane arrive from the nearby fields, some cut down by hand, some - in a sign of things to come - removed by machine.
From sugar cane fields to the garages of Brazil, doubts about biofuels in other parts of the world have not visibly slowed the process here.
Marcus Jank, president of the Sugar Cane Producers Association believes ethanol from sugar cane brings environmental and economic benefits.
"The first benefit is to reduce dependence on oil," he says.
"In our case we have replaced 50% of petrol with ethanol and also it was possible to have reduced the price of fossil fuels because of the competition with ethanol.
"We estimate that if there was not ethanol the petrol price would be 30% higher in Brazil."

LINK: http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7528323.stm

COMENTÁRIO: Por ignorância ou desinformação intencional, existe uma confusão muito grande entre o etanol produzido a partir do milho (EUA) e a partir da cana de açucar (Brasil). No caso americano, 1/3 da produção de milho de 2008 está sendo destinado à produção de etanol, com grande impacto sobre o preço das rações para bovinos, suinos e aves, gerando aumento dos produtos deste ramo da agroindústria nos EUA e inflação no preço dos alimentos. No caso da cana de açucar brasileira, não existe competição direta com a produção de alimentos (salvo açucar) e ainda existe um potencial de aumento significativo da produção, sem que sejam incorporadas novas áreas da fronteira agrícola da região amazônica. O artigo apresenta alguns números da básicos da indústria de etanol brasileira.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Doha: Brasil avisa que vai para a briga para defender o etanol na OMC

FONTE: O GLOBO
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008

GENEBRA - O Brasil vai para a briga se os Estados Unidos e a União Européia insistirem em limitar o acesso do etanol a seus mercados, advertiu o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em conversa com o ministro indiano de Comércio, Kamal Nath. (Veja ainda: BID empresta US$ 269 milhões para usinas de etanol no Brasil )
A questão do etanol é considerada fundamental para um acordo na Rodada Doha, daí o interesse de Kamal sobre as barganhas envolvendo o produto. Ir para a briga significaria bloquear um acordo de Doha. Mas a decisão terá de ser bem pesada, no momento preciso, para ver se realmente compensa.
Em conversa com Kamal Nath, o chanceler demonstrou receio de que a UE tente realmente criar cota para o etanol, o que limitaria o acesso do biocombustível ao mercado europeu a um volume insignificante.
Além disso, os EUA recusam negociar a taxa de US$ 0,54 por galão importado, e tampouco apontou alguma tentativa de solução.
- Para o Brasil, a exclusão do etanol da liberalização global é politicamente inaceitável. Se não houver solução na Rodada Doha, o Brasil terá de abrir uma disputa na OMC, denunciando os EUA.

LINK:http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/07/23/doha_brasil_avisa_que_vai_para_briga_para_defender_etanol_na_omc-547375473.asp

COMENTÁRIO: As barreiras tarifárias ao etanol e a produtos chaves da agricultura são os principais pontos de negociação do Brasil na Rodada de Doha. O Brasil já ganhou a disputa do algodão na OMC e tem direito a uma retaliação comercial que ainda não utilizou. Com o impasse da negociação, agora está pressionando com a disputa litigiosa na OMC. A Brasil já tem elementos suficiente para sustentar sua tese. Um disputa na OMC entretanto leva de 4 a 5 anos.
A disputa litigiosa na OMC é um risco para EUA e EU.
Veja também a notícia sobre a disputa do algodão que o Brasil ganhou na OMS.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

CEF vai financiar projetos de energias renováveis

FONTE: O GLOBO
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/08

A CEF vai intensificar participação no financiamento ao setor elétrico. O foco serão projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PHCs) e usinas eólicas e de biomassa, de modo a não competir com o BNDS, principal agente finaceiro dos grandes projetos de gereção de energia do país. A estratégia da CAIXA começará pelo Norte do país.
A instituição firmou convênio com a SUDAM, que até então só operava com o Banco da Amazônia (BASA), para emprestar recursos a empreendimentos privados aprovados pela ANEEL. Já começou a negociar parceria com o BANCO MUNDIAL. A previsão é de que o acordo seja fechado até o fim do ano, diz Adaílton Ferreira TRINDADE, (Gerente Nacional de Financiamento a Saneamento e Infra-Estrutura) :_ A linha com a SUDAM estará pronta em setembro. O volume de recursos não está definido. Além do Norte do país, atenderemos Mato Grosso e Oeste do Maranhão.
A CEF também quer atuar estruturando projetos de energia que serão financiados por fundos de investimentos, entre eles, o FGTS. A meta é emprestar R$ 1 bilhão este ano pelo modelo. Outro R$ 1 bilhão pederá vir das parcerias, como a firmada com a SUDAM.

Uprising Against the Ethanol Mandate

FONTE: THE NEW YORK TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008

The ethanol industry, until recently a golden child that got favorable treatment from Washington, is facing a critical decision on its future.
Gov. Rick Perry of Texas is asking the Environmental Protection Agency to temporarily waive regulations requiring the oil industry to blend ever-increasing amounts of ethanol into gasoline. A decision is expected in the next few weeks.
Mr. Perry says the billions of bushels of corn being used to produce all that mandated ethanol would be better suited as livestock feed than as fuel.
Feed prices have soared in the last two years as fuel has begun competing with food for cropland.
“When you find yourself in a hole, you have to quit digging,” Mr. Perry said in an interview. “And we are in a hole.”
His request for an emergency waiver cutting the ethanol mandate to 4.5 billion gallons, from the 9 billion gallons required this year and the 10.5 billion required in 2009, is backed by a coalition of food, livestock and environmental groups.

LINK:http://www.nytimes.com/2008/07/23/business/23ethanol.html?ex=1217476800&en=960df64100063e4f&ei=5070&emc=eta1

COMENTÁRIO: O artigo é interessante pois mostra, do ponto de vista interno dos EUA, o problema da competição entre a industria de biocombustível e de pecuária pelo uso do milho nos Estados Unidos. O aumento da mistura de etanol na gasolina, tem causado grandes problemas para os pecuaristas americanos que viram os custos da ração disparar nos últimos dois anos. O problema pode tomar proporções ainda maiores com consequências para economia americana, na medida que os aumentos com o custo da ração sejam repassados para o preço da carne, leite e seus derivados, gerando inflação. A discussão já começa a envolver vários políticos americanos.
Isto pode ser um empurrão para a redução das barreiras tarifárias impostas pelos EUA(US$ 0,51/galão) na importação do etanol de cana de açucar brasileiro. O tema tem rendido acaloradas discussões na Rodada de Doha que está ocorrendo esta semana na OMC.
O problema é que existe ainda muito estrangeiro desavisado, fazendo campanha contra o etanol brasileiro, jogando no mesmo saco o etanol de milho e o de cana produzido no Brasil.
Ingorância, casuimo e má-fé andam de mãos dadas.
Veja também dois interessantes artigos que correlacionam o aumento da produção de biocombustíveis e o consumo de fertilizantes a base de pretróleo:
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

segunda-feira, 14 de julho de 2008

BNDES vai aportar R$1,5 bi em fundos de agronegócio e energia

FONTE: REUTERS / G1 GLOBO.COM
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008

O BNDES pretende aportar 1,5 bilhão de reais em Fundos de Investimento que serão criados com foco inicial em empresas que atuam nos ramos de etanol, energia, agronegócio e melhora nos níveis de governança.
"Faz parte da estratégia do banco participar dessa indústria. Queremos ajudar na capilaridade, no crescimento das empresas", disse o chefe do departamento de investimentos do BNDES, Eduardo de Sá.
Ele espera que os investimentos do banco alavanquem mais 5,5 a 6 bilhões de reais em investimentos privados
O novo programa do BNDES prevê investimentos em 10 fundos e a participação do banco será de até 20 por cento em fundos da modalidade private equity e 25 por cento nos casos dos fundos de venture capital. O BNDES estima que dos 10 fundos que serão criados, oito deles serão de investimentos em participação (private equity) e dois em empresas emergentes (venture capital).

LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL642920-9356,00.html

COMENTÁRIO: Um estudo publicado pela Energy Information Administration, orgão oficial que consolida as estatísticas de energia dos Estados Unidos, mostra que dentro da matriz energética mundial, as energias renováveis ocupam apenas 7%. No Brasil este percentual é consideravelmente maior, chegando a 46%. O Brasil está se preparando para ser um grande player mundial de energia. A descoberta das reservas do pré-sal reforçam em muito esta posição. Veja também o artigo Balanço Energético Nacional - 2008
O Balanço de Pagamentos do País (não confundir com Balança Comercial) tem registrado um expressivo aumento de superavit nos últimos anos e os investimentos atuais deverão constribuir para acelerar ainda mais este crescimento.


Qual será o impacto deste novo ciclo da economia brasileira? Tivemos o cliclo do Pau-brasil, da Cana, do Ouro e do Café. Agora provavelmente iremos viver um ciclo da Energia. Possivelmente nossos bisnetos irão estudar este momento de nossa história em seus livros.

In search of the perfect production partnership

FONTE: FINANCIAL TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 08/07/2008

Nine months after the discovery of potentially huge deposits of oil off the coast, there is little doubt that Brazil will soon become one of the world's leading oil-producing nations.
There is much more uncertainty over how the country will manage its new-found wealth. The biggest immediate doubt - beyond the technical difficulties of getting at the very deep reserves trapped beneath a salt shelf below the ocean floor - concerns the regime under which oil companies will be invited to join Petrobras, the governmentcontrolled oil company, in bringing oil and gas to the surface.
Moreover, oil has often turned out to be a curse for developing nations. "We are a late-coming oil power," says Aloizio Mercadante, a senator for the ruling Workers' party and an economic adviser to President Luiz Inácio Lula da Silva. "That means we can go more quickly and learn from other nations."
Many oil-based economies have engendered authoritarian or populist regimes that find it hard to industrialise and have difficult relations with the rest of the world. Brazil, a mature democracy with solid institutions and a diverse industrial sector, should be able to avoid the worst pitfalls, he says. But it must still take care to manage its wealth properly.
"We must create a sovereign wealth fund to create a post-oil society," he says. "We need to promote health, education and technological advance - not a wave of consumption."

LINK: http://www.ft.com/cms/s/0/720f022e-4c87-11dd-96bb-000077b07658.html

COMENTÁRIO: É sempre interessante ver o que estão falando sobre o Brasil lá fora. A discussão sobre a utilização a riqueza gerada pelo petróleo para gerar uma transformação da economia e da sociedade é importante. Junto com esta discussão o artigo traz também o tema do modelo de concessão de exploração do petróleo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Renault faz acordo para popularizar carros elétricos

FONTE: JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008
O grupo franco-japonês Renault-Nissan assinou ontem um acordo com o governo de Portugal que vai permitir à empresa a venda de automóveis elétricos no país. Pelo acordo, o governo português se compromete a montar, até 2011, uma rede de infra-estrutura que permitirá a popularização dos carros elétricos.
No projeto, estão incluídos a empresa petrolífera Galp, que vai incluir em seus postos de gasolina as instalações para troca de baterias para automóveis elétricos, a empresa elétrica EDP e as duas maiores redes de supermercados do país, que poderão trocar baterias nos seus estacionamentos. A Renault-Nissan entra com os automóveis, que terão uma autonomia de 200 quilômetros.
"Estamos investindo milhões de dólares numa gama completa de veículos de emissão zero", afirmou o presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn. Ele disse que os carros elétricos teriam preços semelhantes aos movidos a gasolina ou diesel.
No anúncio do acordo, Ghosn disse que ainda não tinha os números do investimento necessário para construir a infra-estrutura no país.
"Nós vamos trabalhar nas próximas semanas com o governo de Portugal para encontrar uma solução que seja, em primeiro lugar, aceita pelo consumidor e, em segundo, que faça sentido para a estratégia do governo e da Renault-Nissan. Temos agora quatro meses para os estudos."Segundo o projeto, os carros elétricos terão três possibilidades distintas de obter carga para as baterias: trocar a bateria por outra já carregada, o que deve levar cerca de 5 minutos; carregamento rápido, operação que levará cerca de 25 minutos; e carregamento em casa, na rede elétrica normal, o que pode durar oito horas.

LINK: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/3833

COMENTÁRIO: É uma boa notícia no momento em que os preços de petróleo subiram excessivamente. Portugal está dando uma bom exemplo para a Europa e o resto do mundo.
O assunto tem alguns pontos que vale destacar:
- É necessário entender qual a fonte de energia para geração da eletricidade. Na maioria das vezes, na Europa, ela provêm de usinas termelétricas a base combustíveis fósseis (carvão ou petróleo). Sendo assim, dizer que os carros elétricos tem emissões zero é um meia verdade.
- Para termos realmente uma mudança significativa é necessário que a energia elétrica seja proveniente de fontes renováveis (heólica, fotovoltáica, biomassa).
- Apesar dos veículos elétricos serem movidos a eletricidade proveniente de combustíveis fósseis, a sua adoção em grandes centros urbanos tende a reduzir as emissões e a poluição urbana.
- A produção em larga escala de veículos elétricos tende a aumentar os investimentos em pesquisa, alavancando ainda mais o desenvolvimento das tecnologias, tendo como conseqüência o barateando dos custos unitários.
- Motores elétricos tem uma eficiência maior do que motores alternativos de combustão interna, o que significa um menor consumo global de energia.
- No futuro breve, os veículos elétricos poderão ser movidos a energia solar fotovoltáica.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Disponibilidade de Alimentos e produção de Biocombustíveis

FONTE: INSTITUTE FOR AGRICULTURE AND TRADE POLICY (INGLÊS)
DATA DA NOTÍCIA: 04/2008

O artigo trata de diversos aspectos relacionados à biocombustíveis, como disponibilidade de alimentos, comércio internacional, tarifas internacionais, subsídios agrícolas, investimentos internacionais em pesquisa e produção, desmatamento, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas.
Inicialmente o artigo estabelece um contexto geral com relação à biocombustíveis e políticas de segurança alimentar.
Em seguida o artigo cita as políticas públicas relacionadas à biocombustíveis no Brasil, Estados Unidos e União Européia, bem como os subsídios existentes para a produção dos biocombustíveis e as discussões em torno do tema na Organização Mundial de Comércio.
Com relação à competição entre alimentos e biocombustíveis o artigo considera que o principal problema da fome está mais relacionado acesso (má distribuição) do que a produção.
O artigo prossegue apresentando os números de produção mundial de biocombustíveis e de soja e as principais empresas que dominam o mercado de exportação.
A seguir analisa o tema dentro do contexto da Rodada de Doha.
Sob o ponto de vista de investimentos relaciona os investimentos realizados por grandes grupos internacionais em pesquisa e produção como BP, ADN, Cargill, Mitsui, Petrobras e PetroChina, Barklays e Goldman Sachs, bem com a entrada de Investimentos Diretos Internacionais no Brasil no setor de álcool.
Dentro do contexto de agricultura, o artigo discute o tema da sustentabilidade de produção de produtos agrícolas baseada no modelo de monocultura e a necessidade de estabelecer-se padrões para o cultivo sustentável ambiental e socialmente.

LINK: http://www.iatp.org/tradeobservatory/library.cfm?refID=102282

COMENTÁRIO: O artigo é bastante completo e abrangente abordando o tema bicombustíveis com suas diversas implicações e da uma boa visão geral do tema de uma forma imparcial. Interessante é o fato de um artigo trazer os diversos aspectos que geralmente estão dispersos em artigos específicos para um mesmo documento. O tema de qualquer forma é complexo e o artigo ajuda a entender as suas diversas correlações.
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domingo, 29 de junho de 2008

Carro movido a Ar Comprimido pode ser opção à crise de energia

FONTE: VICTOR RIZZO
DATA DA NOTÍCIA: 30/06/2008
A notícia não é nova, mas acho que vale a pena um artigo.

A transformação de energia pneumática em energia mecânica é um processo bastante conhecido e utilizado no mundo todo. O seu emprego mais conhecido são os cilindros pneumáticos que transformam ar comprimido em movimento linear para o acionamento de quaisquer dispositivos e são largamente utilizados na indústria. Também não são novidade os motores pneumáticos que transformam o mesmo ar comprimido em movimento rotacional. Nos dois exemplos acima e preocupação sempre foi muito mais com o desempenho da função do que com a eficiência.

Da mesma forma, não é novidade a utilização de ar comprimido para veículos. Em 1872 já circulavam em Nantes, na França, bondes a ar comprimido.

A novidade agora é que algumas empresas estão desenvolvendo motores pneumáticos, chamados "motores a ar" nos quais a eficiência teria alcançado um nível que permitisse a sua utilização em veículos de passeio.

Uma destas empresas é a francesa MDI fundada em 1991 por Guy Nègre, engenheiro aeronáutico que se especializou em melhoria de eficiência de motores de combustão interna e que na década de 80 passou pela Fórmula 1 onde obteve certo sucesso projetos de motores. Em 1998 a MDI lançou o primeiro protótipo de um taxi movido a ar comprimido.

Hoje os modelos em desenvolvimento alcançam velocidades de até 110 km/h e tem autonomia de 200 km. O que mais chama a atenção, não chega a ser o desempenho, mas a economia. Segundo o fabricante, os reservatórios de ar comprimido do veículo poderiam ser recarregados em 3 min em qualquer compressor pneumático para pneus de postos de gasolina, ou ainda durante 4 horas em qualquer tomada elétrica. O preço da recarga seria de incríveis US$ 2,00 !!! Isto na prática significaria um custo de R$ 0,0165/km contra R$ 0,24/km de um motor a gasolina. Ou seja, uma redução de cerca de 93% !!!. O custo de veículo será de US$ 15.000.

A tecnologia desenvolvida pela MDI, utiliza o principio de cilindro/pistão já utilizados nos motores de combustão interna, possuindo entretanto algumas vantagens sobre este.

Diferentemente dos motores tradicionais que funcionam dentro de um ciclo de admissão/compressão/explosão/expansão, no motor a ar comprimido não existe explosão e portando não existem altas temperaturas. Isto permite que o bloco do motor seja construído de alumínio e não ferro fundido, fazendo que o motor se torne muito mais leve. A ausência de altas temperaturas também reduz sensivelmente o preço de fabricação do motor que não precisa de resfriamento a água.

Os reservatórios de ar comprimido são feitos de fibra de carbono e a carroceria de alumínio. Com tudo isto o veículo é consideravelmente mais leve. Os modelos pesam 380 kg, 540 kg e 850 kg. Com peso menor, os motores também podem trabalhar com menor potência. As potências são de 22 hp, 50 hp e 75 hp respectivamente.

O projeto da MDI é um pouco controveso. Apesar de diversos anúncios de lançamento desde 2001, o veículo ainda não entrou em escala industrial.

Em fevereiro de 2007 a MDI anunciou o licenciamento de sua tecnologia para a indiana Tata Motors e espera colocar o produto no mercado até 2010.


Outra empresa é a australiana Energeair fundada em 2000 por Angelo di Pietro. Formado em engenharia, o italiano Pietro trabalhou nos laboratórios de pesquisa de motores rotativos Wankel na Mercedes Benz na Alemanha, no qual se inspirou para desenvolver em 1999 seu motor rotativo a ar comprimido de 13 kg.

Os motores rotativos de Pietro já são utilizados em veículos de transporte de pequenas cargas.

As grandes vantagens deste tipo veículo são:
-o ar comprimido pode ser obtido de forma fácil, utilizando-se fontes de energia renováveis como eólica e solar;
-ar comprimido é fácil de transporta e armazenar;
-ar comprimido não é inflamável;
-os custos envolvidos na fabricação dos veículos são sensivelmente menores;
-ao contrário de veículos elétricos, os que utilizam ar comprimido não necessitam de baterias caras e que causam problemas ambientais ao final do seu ciclo de vida;
-o motor a ar comprimido é livre de emissões (CO2 e outros gases poluentes);
-o ar comprimido a ser utilizado pelos veículos é filtrado e sai do motor em um estado de pureza maior do que entrou;
-por não trabalharem com combustão, os motores exigem menos manutenção.

Trata-se de uma excelente opção para cidades, onde 80% dos veículos andam menos que 60 km por dia. Particularmente para as grandes cidades como São Paulo, México e Tóquio, a opção do caro movido a ar comprimido poder ser uma alternativa importante para redução dos elevados níveis de poluição.

Embora ainda haja alguns questionamentos feitos por opositores, parece que a tecnologia está próxima de ser utilizada em escala industrial. Se isto ocorrer, estamos diante de uma potencial ruptura na indústria automotiva baseada em motores a combustão interna.

A utilização de veículos movidos a ar comprimido seria também passo rumo à redução dos gases de efeito estufa, desde que a energia utilizada para a geração do ar comprimido não fosse de origem fóssil.

LINKS:
MDI - http://www.motormdi.com/

Engineair- http://www.engineair.com.au/

Videos no Youtube - http://site.noticiaproibida.org/videos-sobre-o-carro-movido-a-ar-comprimido.html

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terça-feira, 24 de junho de 2008

Petrobras: refinarias no NE terão unidades de biomassa

FONTE: ESTADÃO
DATA DA NOTÍCIA: 23/06/2008

O gerente de desenvolvimento de negócios internacionais de biocombustíveis da Petrobras, Fernando Cunha, revelou que a estatal estuda instalar nas suas próximas refinarias Premium no Nordeste unidades integradas de biomassa. No início do mês, a companhia informou que a primeira a entrar em operação, a do Ceará, irá custar cerca de US$ 11 bilhões. "A refinaria Premium da Petrobras já pensa nessa questão, de refinar petróleo já com a biomassa, são as biorefinarias", disse.
Em palestra hoje na Câmara de Comércio Brasil-França, o executivo informou que a Petrobras tem feito contato com empresas da Espanha e França para uma eventual instalação de uma unidade de biocombustíveis na região tendo como matéria-prima produtos brasileiros.

LINK: http://www.anba.com.br/noticia_petroleoegas.kmf?cod=7390142

COMENTÁRIO: A palestra foi bastante elucidativa, traçando um panorama do consumo mundial de energia, a matriz energética brasileira, os caminhos adotados pela Petrobras com relação ao desenvolvimento de Biocombustíveis (Etanol e Biodiesel) e o futuro próximo das tecnologias para produção de energia a partir de biomassa. O Blog espera em breve poder indexar também esta apresentação.
Veja também do Fernando Cunha, a reportagem sobre alternativas para combustíveis de termelétricas no link abaixo.
Parabéns Fernando Cunha.
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Petrobras está otimista com produção de biodiesel com a Galp Portuguesa

FONTE: Agência de Noticias Brasil-Arabe / Agência Lusa
DATA DA NOTÍCIA: 18/06/2008

'Estamos muito otimistas principalmente com a possibilidade de abertura do mercado de distribuição de biodiesel na Europa', disse o gerente de biocombustíveis da estatal brasileira, Fernando Cunha.
A Petrobras está "otimista" com o acordo para produção de biodiesel em parceria com a Galp, que dever começar até ao fim deste ano, disse à Agência Lusa fonte da estatal brasileira. Fernando José Cunha, gerente de biocombustíveis da Petrobras, afirmou que o estudo de viabilidade técnica está sendo finalizado pelas equipes das duas companhias."Estamos muito otimistas com essa parceria, principalmente com a possibilidade de abertura do mercado de distribuição de biodiesel para a Petrobras na Europa a partir da Galp", afirmou.

LINK: http://www.anba.com.br/noticia_agroenergia.kmf?cod=7375625&indice=30
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