domingo, 10 de agosto de 2008

Petrobras descobre nova jazida de óleo leve no pré-sal

FONTE: AGÊNCIA ESTADO
DATA DA NOTÍCIA: 07/08/2008

A Petrobras informou nesta noite a descoberta de uma nova jazida de óleo leve na área do pré-sal da Bacia de Santos. A informação consta de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A estatal não especifica o tamanho do poço, informalmente conhecido como Iara, mas diz que a densidade do óleo é de cerca de 30 graus API(sigla que identifica a classificação da qualidade do óleo), bastante mais alta do que a média nacional, abaixo dos 20 graus. A classificação máxima é de 50 graus API. Quanto mais perto desse número, de maior valor é o óleo. Em 12 de junho, a Petrobras já havia anunciado a descoberta de uma jazida de óleo leve no pré-sal.
O poço está localizado em área explorada pelo consórcio formado pela Petrobras, que é a operadora, com 65%, o britânico BG Group, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%. O consórcio explora o bloco conhecido como BM-S-11.O bloco é composto por duas áreas exploratórias, sendo que na maior delas foi perfurado o campo de Tupi, que encontra-se em fase de avaliação.
O novo poço, informalmente conhecido como Iara, encontra-se a cerca de 230 quilômetros do litoral da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d''água de 2.230 metros. A estatal informa que ele ainda encontra-se em perfuração em busca de objetivos mais profundos.A descoberta foi comprovada através de amostragem de óleo leve por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.600 metros, e comunicada hoje à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

LINK: http://aeinvestimentos.limao.com.br/economia/eco14283.shtm
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

Making Mobile Networks Cheap and Green

FONTE: SPIEGEL ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 08/04/2008

VNL of Sweden unveils a solar-powered base station for the cellular industry that is a fraction of the size and cost of conventional towers.

It has taken 21 years to get mobile phones into the hands of 3 billion people around the world. Reaching the next 1.5 billion, who live in the world's poorest and most remote corners, is expected to take a lot less time but will pose much tougher challenges.
There is, for instance, the thorny question of how to justify the expense of installing transmission towers in areas where people can only afford to pay as little as $2 per month for phone service—not to mention the cost of running and servicing equipment where electricity and engineers are in short supply.
That is where VNL, a new, privately funded Swedish-Indian telecom equipment maker comes in. Co-founded by Anil Raj, a Stockholm-based mobile industry veteran who held key roles at Ericsson and Sony Ericsson, VNL includes a dozen of the engineers and executives who created the digital-mobile technology known as GSM. They have turned their expertise to the challenge of making mobile networks that are vastly cheaper, simpler, and less power-hungry than anything ever before devised.
The Four-Year Wait is Over
Now, after four years in stealth mode, VNL is finally pulling back the curtain. In July, the company introduced its radically new mobile transmission towers—known in industry parlance as base stations. Costing just $3,500 each (compared with prices typically ranging from $10,000 to $100,000 for conventional base stations) and roughly the size of a laser printer, VNL's base stations are powered by solar energy and use only as much energy as a 100-watt lightbulb. That's one-sixth the amount needed by the most efficient competing base stations that run on alternative energy.

LINK: http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,569855,00.html

COMENTÁRIO: O artigo apresenta um caso muito interessante no qual a energia solar não só é viavel, mas permitiu reduzir drasticamente o custo das torres de transmissão de sinal de celulares.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

Brazil defends biofuel's merits

FONTE: BBC NEWS
DATA DA NOTÍCIA: 28/07/2008

Truckloads of sugar cane arrive from the nearby fields, some cut down by hand, some - in a sign of things to come - removed by machine.
From sugar cane fields to the garages of Brazil, doubts about biofuels in other parts of the world have not visibly slowed the process here.
Marcus Jank, president of the Sugar Cane Producers Association believes ethanol from sugar cane brings environmental and economic benefits.
"The first benefit is to reduce dependence on oil," he says.
"In our case we have replaced 50% of petrol with ethanol and also it was possible to have reduced the price of fossil fuels because of the competition with ethanol.
"We estimate that if there was not ethanol the petrol price would be 30% higher in Brazil."

LINK: http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7528323.stm

COMENTÁRIO: Por ignorância ou desinformação intencional, existe uma confusão muito grande entre o etanol produzido a partir do milho (EUA) e a partir da cana de açucar (Brasil). No caso americano, 1/3 da produção de milho de 2008 está sendo destinado à produção de etanol, com grande impacto sobre o preço das rações para bovinos, suinos e aves, gerando aumento dos produtos deste ramo da agroindústria nos EUA e inflação no preço dos alimentos. No caso da cana de açucar brasileira, não existe competição direta com a produção de alimentos (salvo açucar) e ainda existe um potencial de aumento significativo da produção, sem que sejam incorporadas novas áreas da fronteira agrícola da região amazônica. O artigo apresenta alguns números da básicos da indústria de etanol brasileira.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Doha: Brasil avisa que vai para a briga para defender o etanol na OMC

FONTE: O GLOBO
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008

GENEBRA - O Brasil vai para a briga se os Estados Unidos e a União Européia insistirem em limitar o acesso do etanol a seus mercados, advertiu o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em conversa com o ministro indiano de Comércio, Kamal Nath. (Veja ainda: BID empresta US$ 269 milhões para usinas de etanol no Brasil )
A questão do etanol é considerada fundamental para um acordo na Rodada Doha, daí o interesse de Kamal sobre as barganhas envolvendo o produto. Ir para a briga significaria bloquear um acordo de Doha. Mas a decisão terá de ser bem pesada, no momento preciso, para ver se realmente compensa.
Em conversa com Kamal Nath, o chanceler demonstrou receio de que a UE tente realmente criar cota para o etanol, o que limitaria o acesso do biocombustível ao mercado europeu a um volume insignificante.
Além disso, os EUA recusam negociar a taxa de US$ 0,54 por galão importado, e tampouco apontou alguma tentativa de solução.
- Para o Brasil, a exclusão do etanol da liberalização global é politicamente inaceitável. Se não houver solução na Rodada Doha, o Brasil terá de abrir uma disputa na OMC, denunciando os EUA.

LINK:http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/07/23/doha_brasil_avisa_que_vai_para_briga_para_defender_etanol_na_omc-547375473.asp

COMENTÁRIO: As barreiras tarifárias ao etanol e a produtos chaves da agricultura são os principais pontos de negociação do Brasil na Rodada de Doha. O Brasil já ganhou a disputa do algodão na OMC e tem direito a uma retaliação comercial que ainda não utilizou. Com o impasse da negociação, agora está pressionando com a disputa litigiosa na OMC. A Brasil já tem elementos suficiente para sustentar sua tese. Um disputa na OMC entretanto leva de 4 a 5 anos.
A disputa litigiosa na OMC é um risco para EUA e EU.
Veja também a notícia sobre a disputa do algodão que o Brasil ganhou na OMS.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

CEF vai financiar projetos de energias renováveis

FONTE: O GLOBO
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/08

A CEF vai intensificar participação no financiamento ao setor elétrico. O foco serão projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PHCs) e usinas eólicas e de biomassa, de modo a não competir com o BNDS, principal agente finaceiro dos grandes projetos de gereção de energia do país. A estratégia da CAIXA começará pelo Norte do país.
A instituição firmou convênio com a SUDAM, que até então só operava com o Banco da Amazônia (BASA), para emprestar recursos a empreendimentos privados aprovados pela ANEEL. Já começou a negociar parceria com o BANCO MUNDIAL. A previsão é de que o acordo seja fechado até o fim do ano, diz Adaílton Ferreira TRINDADE, (Gerente Nacional de Financiamento a Saneamento e Infra-Estrutura) :_ A linha com a SUDAM estará pronta em setembro. O volume de recursos não está definido. Além do Norte do país, atenderemos Mato Grosso e Oeste do Maranhão.
A CEF também quer atuar estruturando projetos de energia que serão financiados por fundos de investimentos, entre eles, o FGTS. A meta é emprestar R$ 1 bilhão este ano pelo modelo. Outro R$ 1 bilhão pederá vir das parcerias, como a firmada com a SUDAM.

Antonov An-225 - um peso pesado que sai do chão

FONTE: RODRIGO FAUSTINI

Fotos impressionantes do avisão cargueiro russo Antonov.
Um gigante dos ares ! Espetáculo da engenharia !!!

LINK: http://paginas.terra.com.br/informatica/faustini/antonov/

Uprising Against the Ethanol Mandate

FONTE: THE NEW YORK TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008

The ethanol industry, until recently a golden child that got favorable treatment from Washington, is facing a critical decision on its future.
Gov. Rick Perry of Texas is asking the Environmental Protection Agency to temporarily waive regulations requiring the oil industry to blend ever-increasing amounts of ethanol into gasoline. A decision is expected in the next few weeks.
Mr. Perry says the billions of bushels of corn being used to produce all that mandated ethanol would be better suited as livestock feed than as fuel.
Feed prices have soared in the last two years as fuel has begun competing with food for cropland.
“When you find yourself in a hole, you have to quit digging,” Mr. Perry said in an interview. “And we are in a hole.”
His request for an emergency waiver cutting the ethanol mandate to 4.5 billion gallons, from the 9 billion gallons required this year and the 10.5 billion required in 2009, is backed by a coalition of food, livestock and environmental groups.

LINK:http://www.nytimes.com/2008/07/23/business/23ethanol.html?ex=1217476800&en=960df64100063e4f&ei=5070&emc=eta1

COMENTÁRIO: O artigo é interessante pois mostra, do ponto de vista interno dos EUA, o problema da competição entre a industria de biocombustível e de pecuária pelo uso do milho nos Estados Unidos. O aumento da mistura de etanol na gasolina, tem causado grandes problemas para os pecuaristas americanos que viram os custos da ração disparar nos últimos dois anos. O problema pode tomar proporções ainda maiores com consequências para economia americana, na medida que os aumentos com o custo da ração sejam repassados para o preço da carne, leite e seus derivados, gerando inflação. A discussão já começa a envolver vários políticos americanos.
Isto pode ser um empurrão para a redução das barreiras tarifárias impostas pelos EUA(US$ 0,51/galão) na importação do etanol de cana de açucar brasileiro. O tema tem rendido acaloradas discussões na Rodada de Doha que está ocorrendo esta semana na OMC.
O problema é que existe ainda muito estrangeiro desavisado, fazendo campanha contra o etanol brasileiro, jogando no mesmo saco o etanol de milho e o de cana produzido no Brasil.
Ingorância, casuimo e má-fé andam de mãos dadas.
Veja também dois interessantes artigos que correlacionam o aumento da produção de biocombustíveis e o consumo de fertilizantes a base de pretróleo:
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Reunião 'decisiva' na OMC tenta salvar Rodada Doha

FONTE: ULTIMO SEGUNDO / BBC BRASIL
DATA DA NOTÍCIA: 21/07/2008

Ministros de cerca de 35 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) participam, a partir desta segunda-feira, em Genebra, de uma reunião considerada decisiva para o futuro da Rodada Doha de liberalização do comércio global. As negociações, que se arrastam desde 2001, estarão centradas em definir as modalidades de produtos que poderão ter tratamento diferenciado nos capítulos de agricultura e bens industriais na hora de cortar tarifas de importação ou subsídios.
O único aspecto que os países tipicamente exportadores de produtos agrícolas parecem ter em comum com os exportadores de bens industriais é a certeza de que um acordo agora é fundamental para a economia mundial, abalada pela atual crise alimentar.Na semana passada, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, alertou que o fracasso dessa reunião representará "mais uma nuvem" no cenário global e "cobrará um preço muito alto".Por sua vez, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vaticinou que, na falta de um acordo agora, a Rodada terá que ser congelada durante pelo menos quatro anos, por conta das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro, e das eleições européias de junho de 2009.
Diferenças
Amorim chegou a Genebra na sexta-feira passada e, durante o fim de semana, manteve reuniões bilaterais com os negociadores dos Estados Unidos, da União Européia, e Lamy, além de ter participado de encontros com líderes do G20, o grupo dos países emergentes, para acertar uma agenda comum na luta pela redução dos subsídios agrícolas dos países ricos.Uma nota divulgada pelo Itamaraty neste domingo informou que os "ministros e altos funcionários" do G20 e de outros grupos que representam países em desenvolvimento (Grupo Africano, Caricom, entre outros) voltaram a criticar os "subsídios gigantescos" dos países desenvolvidos, e pediram "liderança" desses países, neste momento "decisivo" da Rodada de Doha. A nota diz ainda que os representantes dos países em desenvolvimento "enfatizaram o papel central das negociações agrícolas" na Agenda do Desenvolvimento de Doha, lembrando que a maioria dos agricultores do mundo encontra-se nos países em desenvolvimento.

LINK: http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/21/reuniao_decisiva_na_omc_tenta_salvar_rodada_doha_1458215.html

COMENTÁRIO: Em questão estão principalmente, do lado dos países desenvolvidos e redução dos subsídios agrícolas e redução de barreiras e do lado dos países em desenvolvimento menores barreiras a entrada de produtos industrializados. Atualmente elevadas barreiras tarifárias e diversas barreiras não tarifárias contribuem para o encarecimento do comércio mundial.
A discussão começou na cidade de Doha (Qatar) em 2001 e deve varias rodadas de negociação, sem grandes sucessos. Ao final acabou com uma polarização entre países desenvolvidos do norte e em desenvolvimento do sul.
Do lado dos países em desenvolvimento as discussões são lideradas pelo G20, e em particular por um subgrupo o G4 (Africa do Sul, Brasil, India e China). Estes países respondem juntos por 65% da população mundial e 22% da produção agrícola. Do lado dos países desenvolvidos EUA e UE.
Os enormes subsídios agrícolas concedidos pelos países em desenvolvimento aos seus agricultores distorcem os preços destes produtos no mercado mundial e desestimulam a produção em países em desenvolvimento. Trata-se de uma competição onde não se discute eficiência de produção e competitividade, mas sim de quem tem mais capital para financiar a produção, levando a uma concorrência desleal e a preços artificialmente baixos. A conseqüência disto é que, com a falta de estimulo para produção em países em desenvolvimento, no momento que uma parcela maior da população mundial tem acesso a uma renda maior, faltam alimentos.
Em discussão está também a redução das barreiras tarifárias (alíquotas de impostos) e não tarifárias (sanitátias etc) dos países desenvolvidos aos produtos agrícolas dos países em desenvolvimento.
Em contrapartida, os países desenvolvidos querem maior acesso aos mercados dos países em desenvolvimento para escoar seus produtos industrializados e bens de capital.
A discussão é importante pois, caso haja sucesso nas negociações, o mundo poderá reduzir barreiras comerciais de forma multilateral contribuindo assim para a abertura e o desenvolvimento do comércio e produção global.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios