FONTE: RODRIGO FAUSTINI
Fotos impressionantes do avisão cargueiro russo Antonov.
Um gigante dos ares ! Espetáculo da engenharia !!!
LINK: http://paginas.terra.com.br/informatica/faustini/antonov/
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Uprising Against the Ethanol Mandate
FONTE: THE NEW YORK TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008
The ethanol industry, until recently a golden child that got favorable treatment from Washington, is facing a critical decision on its future.
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008
The ethanol industry, until recently a golden child that got favorable treatment from Washington, is facing a critical decision on its future.
Gov. Rick Perry of Texas is asking the Environmental Protection Agency to temporarily waive regulations requiring the oil industry to blend ever-increasing amounts of ethanol into gasoline. A decision is expected in the next few weeks.
Mr. Perry says the billions of bushels of corn being used to produce all that mandated ethanol would be better suited as livestock feed than as fuel.
Feed prices have soared in the last two years as fuel has begun competing with food for cropland.
“When you find yourself in a hole, you have to quit digging,” Mr. Perry said in an interview. “And we are in a hole.”
His request for an emergency waiver cutting the ethanol mandate to 4.5 billion gallons, from the 9 billion gallons required this year and the 10.5 billion required in 2009, is backed by a coalition of food, livestock and environmental groups.
LINK:http://www.nytimes.com/2008/07/23/business/23ethanol.html?ex=1217476800&en=960df64100063e4f&ei=5070&emc=eta1
COMENTÁRIO: O artigo é interessante pois mostra, do ponto de vista interno dos EUA, o problema da competição entre a industria de biocombustível e de pecuária pelo uso do milho nos Estados Unidos. O aumento da mistura de etanol na gasolina, tem causado grandes problemas para os pecuaristas americanos que viram os custos da ração disparar nos últimos dois anos. O problema pode tomar proporções ainda maiores com consequências para economia americana, na medida que os aumentos com o custo da ração sejam repassados para o preço da carne, leite e seus derivados, gerando inflação. A discussão já começa a envolver vários políticos americanos.
Mr. Perry says the billions of bushels of corn being used to produce all that mandated ethanol would be better suited as livestock feed than as fuel.
Feed prices have soared in the last two years as fuel has begun competing with food for cropland.
“When you find yourself in a hole, you have to quit digging,” Mr. Perry said in an interview. “And we are in a hole.”
His request for an emergency waiver cutting the ethanol mandate to 4.5 billion gallons, from the 9 billion gallons required this year and the 10.5 billion required in 2009, is backed by a coalition of food, livestock and environmental groups.
LINK:http://www.nytimes.com/2008/07/23/business/23ethanol.html?ex=1217476800&en=960df64100063e4f&ei=5070&emc=eta1
COMENTÁRIO: O artigo é interessante pois mostra, do ponto de vista interno dos EUA, o problema da competição entre a industria de biocombustível e de pecuária pelo uso do milho nos Estados Unidos. O aumento da mistura de etanol na gasolina, tem causado grandes problemas para os pecuaristas americanos que viram os custos da ração disparar nos últimos dois anos. O problema pode tomar proporções ainda maiores com consequências para economia americana, na medida que os aumentos com o custo da ração sejam repassados para o preço da carne, leite e seus derivados, gerando inflação. A discussão já começa a envolver vários políticos americanos.
Isto pode ser um empurrão para a redução das barreiras tarifárias impostas pelos EUA(US$ 0,51/galão) na importação do etanol de cana de açucar brasileiro. O tema tem rendido acaloradas discussões na Rodada de Doha que está ocorrendo esta semana na OMC.
O problema é que existe ainda muito estrangeiro desavisado, fazendo campanha contra o etanol brasileiro, jogando no mesmo saco o etanol de milho e o de cana produzido no Brasil.
Ingorância, casuimo e má-fé andam de mãos dadas.
Veja também dois interessantes artigos que correlacionam o aumento da produção de biocombustíveis e o consumo de fertilizantes a base de pretróleo:
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Reunião 'decisiva' na OMC tenta salvar Rodada Doha
FONTE: ULTIMO SEGUNDO / BBC BRASIL
DATA DA NOTÍCIA: 21/07/2008
DATA DA NOTÍCIA: 21/07/2008
Ministros de cerca de 35 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) participam, a partir desta segunda-feira, em Genebra, de uma reunião considerada decisiva para o futuro da Rodada Doha de liberalização do comércio global. As negociações, que se arrastam desde 2001, estarão centradas em definir as modalidades de produtos que poderão ter tratamento diferenciado nos capítulos de agricultura e bens industriais na hora de cortar tarifas de importação ou subsídios.
O único aspecto que os países tipicamente exportadores de produtos agrícolas parecem ter em comum com os exportadores de bens industriais é a certeza de que um acordo agora é fundamental para a economia mundial, abalada pela atual crise alimentar.Na semana passada, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, alertou que o fracasso dessa reunião representará "mais uma nuvem" no cenário global e "cobrará um preço muito alto".Por sua vez, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vaticinou que, na falta de um acordo agora, a Rodada terá que ser congelada durante pelo menos quatro anos, por conta das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro, e das eleições européias de junho de 2009.
Diferenças
Amorim chegou a Genebra na sexta-feira passada e, durante o fim de semana, manteve reuniões bilaterais com os negociadores dos Estados Unidos, da União Européia, e Lamy, além de ter participado de encontros com líderes do G20, o grupo dos países emergentes, para acertar uma agenda comum na luta pela redução dos subsídios agrícolas dos países ricos.Uma nota divulgada pelo Itamaraty neste domingo informou que os "ministros e altos funcionários" do G20 e de outros grupos que representam países em desenvolvimento (Grupo Africano, Caricom, entre outros) voltaram a criticar os "subsídios gigantescos" dos países desenvolvidos, e pediram "liderança" desses países, neste momento "decisivo" da Rodada de Doha. A nota diz ainda que os representantes dos países em desenvolvimento "enfatizaram o papel central das negociações agrícolas" na Agenda do Desenvolvimento de Doha, lembrando que a maioria dos agricultores do mundo encontra-se nos países em desenvolvimento.
LINK: http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/21/reuniao_decisiva_na_omc_tenta_salvar_rodada_doha_1458215.html
COMENTÁRIO: Em questão estão principalmente, do lado dos países desenvolvidos e redução dos subsídios agrícolas e redução de barreiras e do lado dos países em desenvolvimento menores barreiras a entrada de produtos industrializados. Atualmente elevadas barreiras tarifárias e diversas barreiras não tarifárias contribuem para o encarecimento do comércio mundial.
A discussão começou na cidade de Doha (Qatar) em 2001 e deve varias rodadas de negociação, sem grandes sucessos. Ao final acabou com uma polarização entre países desenvolvidos do norte e em desenvolvimento do sul.
Do lado dos países em desenvolvimento as discussões são lideradas pelo G20, e em particular por um subgrupo o G4 (Africa do Sul, Brasil, India e China). Estes países respondem juntos por 65% da população mundial e 22% da produção agrícola. Do lado dos países desenvolvidos EUA e UE.
Os enormes subsídios agrícolas concedidos pelos países em desenvolvimento aos seus agricultores distorcem os preços destes produtos no mercado mundial e desestimulam a produção em países em desenvolvimento. Trata-se de uma competição onde não se discute eficiência de produção e competitividade, mas sim de quem tem mais capital para financiar a produção, levando a uma concorrência desleal e a preços artificialmente baixos. A conseqüência disto é que, com a falta de estimulo para produção em países em desenvolvimento, no momento que uma parcela maior da população mundial tem acesso a uma renda maior, faltam alimentos.
Em discussão está também a redução das barreiras tarifárias (alíquotas de impostos) e não tarifárias (sanitátias etc) dos países desenvolvidos aos produtos agrícolas dos países em desenvolvimento.
Em contrapartida, os países desenvolvidos querem maior acesso aos mercados dos países em desenvolvimento para escoar seus produtos industrializados e bens de capital.
A discussão é importante pois, caso haja sucesso nas negociações, o mundo poderá reduzir barreiras comerciais de forma multilateral contribuindo assim para a abertura e o desenvolvimento do comércio e produção global.
LINK: http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/21/reuniao_decisiva_na_omc_tenta_salvar_rodada_doha_1458215.html
COMENTÁRIO: Em questão estão principalmente, do lado dos países desenvolvidos e redução dos subsídios agrícolas e redução de barreiras e do lado dos países em desenvolvimento menores barreiras a entrada de produtos industrializados. Atualmente elevadas barreiras tarifárias e diversas barreiras não tarifárias contribuem para o encarecimento do comércio mundial.
A discussão começou na cidade de Doha (Qatar) em 2001 e deve varias rodadas de negociação, sem grandes sucessos. Ao final acabou com uma polarização entre países desenvolvidos do norte e em desenvolvimento do sul.
Do lado dos países em desenvolvimento as discussões são lideradas pelo G20, e em particular por um subgrupo o G4 (Africa do Sul, Brasil, India e China). Estes países respondem juntos por 65% da população mundial e 22% da produção agrícola. Do lado dos países desenvolvidos EUA e UE.
Os enormes subsídios agrícolas concedidos pelos países em desenvolvimento aos seus agricultores distorcem os preços destes produtos no mercado mundial e desestimulam a produção em países em desenvolvimento. Trata-se de uma competição onde não se discute eficiência de produção e competitividade, mas sim de quem tem mais capital para financiar a produção, levando a uma concorrência desleal e a preços artificialmente baixos. A conseqüência disto é que, com a falta de estimulo para produção em países em desenvolvimento, no momento que uma parcela maior da população mundial tem acesso a uma renda maior, faltam alimentos.
Em discussão está também a redução das barreiras tarifárias (alíquotas de impostos) e não tarifárias (sanitátias etc) dos países desenvolvidos aos produtos agrícolas dos países em desenvolvimento.
Em contrapartida, os países desenvolvidos querem maior acesso aos mercados dos países em desenvolvimento para escoar seus produtos industrializados e bens de capital.
A discussão é importante pois, caso haja sucesso nas negociações, o mundo poderá reduzir barreiras comerciais de forma multilateral contribuindo assim para a abertura e o desenvolvimento do comércio e produção global.
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Industriais querem PoupaTempo do Comércio Exterior em Santos
FONTE: PORTO GENTE
DATA DA NOTÍCIA: 15/07/2008
Diretoria santista do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) lançou nesta segunda-feira (14) uma campanha pela criação do PoupaTempo do Comércio Exterior. O objetivo da medida é arregimentar o maior número possível de lideranças para pressionar o poder público a fazer com que os diversos reguladores das transações comerciais externas do País, como Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assumam o compromisso de facilitar o trâmite aduaneiro.
DATA DA NOTÍCIA: 15/07/2008
Diretoria santista do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) lançou nesta segunda-feira (14) uma campanha pela criação do PoupaTempo do Comércio Exterior. O objetivo da medida é arregimentar o maior número possível de lideranças para pressionar o poder público a fazer com que os diversos reguladores das transações comerciais externas do País, como Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assumam o compromisso de facilitar o trâmite aduaneiro.
Mudanças de comportamento deverão ser induzidas e coordenadas desde já, com participações efetivas de toda a sociedade. Assim, a idéia é garantir o comprometimento de todos com resultados, mesmo que através de uma aproximação virtual e não necessariamente um posto físico”, explica o diretor do Ciesp em Santos, Ronaldo de Souza Forte.
A regional pretende mobilizar outras entidades e empresas envolvidas nos trâmites de importação e exportação do complexo portuário santista. A Petrobrás e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já manifestaram apoio ao movimento, que a partir de hoje disponibiliza ficha eletrônica de adesão no site http://www.ciespsantos.com.br/.
LINK: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=16574
COMENTÁRIO: Esta iniciativa é muito importante para o aumento da competitividade das empresas que lidam com o comércio exterior. A organização do governo com relação ao comércio exterior no tocante a sistemas e legislação é boa. Entretanto a média do pessoal da linha de frente dos órgãos governamentais que lidam com o comércio exterior é mal preparado, desconhece importantes aspectos da legislação aduaneira, trata o contribuinte com má vontade e cria dificuldades e exigências que não estão previstos na legislação. Greves da Receita Federal causam vultuosos prejuízos às empresas.
A regional pretende mobilizar outras entidades e empresas envolvidas nos trâmites de importação e exportação do complexo portuário santista. A Petrobrás e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já manifestaram apoio ao movimento, que a partir de hoje disponibiliza ficha eletrônica de adesão no site http://www.ciespsantos.com.br/.
LINK: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=16574
COMENTÁRIO: Esta iniciativa é muito importante para o aumento da competitividade das empresas que lidam com o comércio exterior. A organização do governo com relação ao comércio exterior no tocante a sistemas e legislação é boa. Entretanto a média do pessoal da linha de frente dos órgãos governamentais que lidam com o comércio exterior é mal preparado, desconhece importantes aspectos da legislação aduaneira, trata o contribuinte com má vontade e cria dificuldades e exigências que não estão previstos na legislação. Greves da Receita Federal causam vultuosos prejuízos às empresas.
O país é a 8ª economia do mundo mas está em 23º no ranking de exportações. Nosso volume de comércio exterior representa inexpressivos 1,18% do volume do comércio global. É fundamental que o governo procure agilizar os trâmites do comércio exterior. As barreiras tarifárias são muito elevadas, em média 3 a 8 vezes maiores que em países desenvolvidos. Um estudo recente colocou o Brasil em 80º lugar no ranking de abertura ao comércio internacional atrás de Uganda.
Por outro lado, as empresas tem que profissionalizar suas equipes que trabalham com comércio exterior e garantir o cumprimento das normas e legislação. Não há mais espaço para o improviso. Infelizmente alguns empresários brasileiros insistem ainda em não cumprir as normas e leis. Esta insistência obriga o governo a apertar os controles e aumentar a burocracia e acaba prejudicando a todos os demais que trabalham de forma profissional e correta.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios
14% da Amazônia é "terra de ninguém", diz estudo oficial
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO / MRE
DATA DA NOTÍCIA: 27/6/2008
Incra não sabe quem tem posse de área que equivale aos Estados de SP, RS e PRLevantamento feito pelo instituto do governo revela que maior quantidade de terrenos desconhecidos está no Pará, com 288,6 mil km2
Um levantamento do Incra revela que o órgão ignora o que se passa em 710,2 mil km2 da Amazônia Legal, que compreende 59% do território do país. A área composta de terras federais não-contínuas, representa 14% da região e 65% da parte sob responsabilidade do instituto. O Incra não sabe se essa parcela da Amazônia, espalhada por Mato Grosso e pelos Estados do Norte, está com posseiros ou grileiros nem o que é produzido ou devastado ali. A maior quantidade de terras de situação fundiária desconhecida fica no Pará. (288,6 mil km2). Para mudar esse quadro, o Incra pretende mapear as terras e regularizá-las, tentando concluir a tarefa em pelo menos 200Km2 até o final do ano. O objetivo é estabelecer um plano para os próximos cinco, seis anos” afirma o presidente do Incra, Rolf Hackbart. Em parceria com o órgão, o Exército mapeará 30 mil km2 na região da BR-163, no PA, conhecida pelo alto índice de violência e grilagem de terras públicas. “A Amazônia é um mundo desconhecido, não é avenida Paulista; ninguém sabequem está lá”, diz Hackbart. (págs. 1, A4 e A5)
Um levantamento recém-concluído pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revela que o órgão desconhece uma área da Amazônia Legal que, somada, equivale a duas vezes o território da Alemanha ou às áreas dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná juntas.O Incra não sabe se esses 710,2 mil quilômetros quadrados estão nas mãos de posseiros ou de grileiros. Nem o que está sendo produzido, plantado ou devastado nessas terras públicas da União. O volume desconhecido, que representa 14% da Amazônia Legal e 65% da parte sob responsabilidade exclusiva do Incra na região, está espalhado pelos Estados do Norte e Mato Grosso. Também na Amazônia Legal, o Maranhão não possui terras nessa situação, segundo o levantamento do órgão obtido pela Folha.A maior quantidade de terrenos desconhecidos do ponto de vista de situação fundiária está no Pará, com 288,6 mil quilômetros quadrados, área equivalente ao Rio Grande do Sul e que representa 23% da área total do Estado. No Pará, chama a atenção o fato de as "manchas" desconhecidas estarem sobrepostas às rodovias BR-163 (Cuiabá-Santarém) e Transamazônica e ao leste do Estado, onde há o forte avanço da pecuária e da mineração.
LINK:http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=468948
COMENTÁRIO: A notícia pode não ser nova mas o tema é relevante. O artigo revela o grau de desconhecimento e descontrole do governo sobre a região amazônica. É claro que dentro deste contexto é possível toda sorte de ilegalidade. É claro também que este problema não foi ocasionado pelo atual governo e que é um fato antigo. Uma ação objetiva e uma presença clara do governo nestas áreas são necessário para trazer a legalidade.
DATA DA NOTÍCIA: 27/6/2008
Incra não sabe quem tem posse de área que equivale aos Estados de SP, RS e PRLevantamento feito pelo instituto do governo revela que maior quantidade de terrenos desconhecidos está no Pará, com 288,6 mil km2
Um levantamento do Incra revela que o órgão ignora o que se passa em 710,2 mil km2 da Amazônia Legal, que compreende 59% do território do país. A área composta de terras federais não-contínuas, representa 14% da região e 65% da parte sob responsabilidade do instituto. O Incra não sabe se essa parcela da Amazônia, espalhada por Mato Grosso e pelos Estados do Norte, está com posseiros ou grileiros nem o que é produzido ou devastado ali. A maior quantidade de terras de situação fundiária desconhecida fica no Pará. (288,6 mil km2). Para mudar esse quadro, o Incra pretende mapear as terras e regularizá-las, tentando concluir a tarefa em pelo menos 200Km2 até o final do ano. O objetivo é estabelecer um plano para os próximos cinco, seis anos” afirma o presidente do Incra, Rolf Hackbart. Em parceria com o órgão, o Exército mapeará 30 mil km2 na região da BR-163, no PA, conhecida pelo alto índice de violência e grilagem de terras públicas. “A Amazônia é um mundo desconhecido, não é avenida Paulista; ninguém sabequem está lá”, diz Hackbart. (págs. 1, A4 e A5)
Um levantamento recém-concluído pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revela que o órgão desconhece uma área da Amazônia Legal que, somada, equivale a duas vezes o território da Alemanha ou às áreas dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná juntas.O Incra não sabe se esses 710,2 mil quilômetros quadrados estão nas mãos de posseiros ou de grileiros. Nem o que está sendo produzido, plantado ou devastado nessas terras públicas da União. O volume desconhecido, que representa 14% da Amazônia Legal e 65% da parte sob responsabilidade exclusiva do Incra na região, está espalhado pelos Estados do Norte e Mato Grosso. Também na Amazônia Legal, o Maranhão não possui terras nessa situação, segundo o levantamento do órgão obtido pela Folha.A maior quantidade de terrenos desconhecidos do ponto de vista de situação fundiária está no Pará, com 288,6 mil quilômetros quadrados, área equivalente ao Rio Grande do Sul e que representa 23% da área total do Estado. No Pará, chama a atenção o fato de as "manchas" desconhecidas estarem sobrepostas às rodovias BR-163 (Cuiabá-Santarém) e Transamazônica e ao leste do Estado, onde há o forte avanço da pecuária e da mineração.
LINK:http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=468948
COMENTÁRIO: A notícia pode não ser nova mas o tema é relevante. O artigo revela o grau de desconhecimento e descontrole do governo sobre a região amazônica. É claro que dentro deste contexto é possível toda sorte de ilegalidade. É claro também que este problema não foi ocasionado pelo atual governo e que é um fato antigo. Uma ação objetiva e uma presença clara do governo nestas áreas são necessário para trazer a legalidade.
Há alguns anos atrás, trabalhei em um projeto que me permitiu conhecer um pouco a região amazônica. Passei por vários lugares onde somente o Exército Brasileiro mantinha presença. Em muitos lugares, como Marabá, não havia sequer a presença da Polícia Militar. Marcante é também a presença e atuação dos Batalhões de Engenharia do Exército, que erguiam cidades planejadas inteiras. Um fato que me chamou a atenção foi o relato de diversos oficiais que se dispunham a virer nesta localidades ermas com suas famílias, tirando-as do conforto das grandes cidades para cumprir seu dever. Um deles, morava no Rio de Janeiro na Barra da Tijuca e foi transferido com mulher e 3 filhas para o sul do Pará. Quando lá cheguei, corria solta um surto de hetatite B e difteria. Alguns militares tinham falecido no ano anterior vitimas de doênças tropicais. De um coronel ouvi a seguinte frase "as pessoas que estão lá em Ipanema, bebendo sua cerveja e falando alto que a Amazônia é nossa, deveriam estar aqui para defendê-la também". A verdade é que a maioria das pessoas que vivem nas cidades da região sul e sudeste não tem a menor idéia do trabalho vital realizado pelo Exército para a proteção do território nacional.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
BNDES vai aportar R$1,5 bi em fundos de agronegócio e energia
FONTE: REUTERS / G1 GLOBO.COM
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008
O BNDES pretende aportar 1,5 bilhão de reais em Fundos de Investimento que serão criados com foco inicial em empresas que atuam nos ramos de etanol, energia, agronegócio e melhora nos níveis de governança.
"Faz parte da estratégia do banco participar dessa indústria. Queremos ajudar na capilaridade, no crescimento das empresas", disse o chefe do departamento de investimentos do BNDES, Eduardo de Sá.
Ele espera que os investimentos do banco alavanquem mais 5,5 a 6 bilhões de reais em investimentos privados
O novo programa do BNDES prevê investimentos em 10 fundos e a participação do banco será de até 20 por cento em fundos da modalidade private equity e 25 por cento nos casos dos fundos de venture capital. O BNDES estima que dos 10 fundos que serão criados, oito deles serão de investimentos em participação (private equity) e dois em empresas emergentes (venture capital).
LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL642920-9356,00.html
COMENTÁRIO: Um estudo publicado pela Energy Information Administration, orgão oficial que consolida as estatísticas de energia dos Estados Unidos, mostra que dentro da matriz energética mundial, as energias renováveis ocupam apenas 7%. No Brasil este percentual é consideravelmente maior, chegando a 46%. O Brasil está se preparando para ser um grande player mundial de energia. A descoberta das reservas do pré-sal reforçam em muito esta posição. Veja também o artigo Balanço Energético Nacional - 2008
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008
O BNDES pretende aportar 1,5 bilhão de reais em Fundos de Investimento que serão criados com foco inicial em empresas que atuam nos ramos de etanol, energia, agronegócio e melhora nos níveis de governança.
"Faz parte da estratégia do banco participar dessa indústria. Queremos ajudar na capilaridade, no crescimento das empresas", disse o chefe do departamento de investimentos do BNDES, Eduardo de Sá.
Ele espera que os investimentos do banco alavanquem mais 5,5 a 6 bilhões de reais em investimentos privados
O novo programa do BNDES prevê investimentos em 10 fundos e a participação do banco será de até 20 por cento em fundos da modalidade private equity e 25 por cento nos casos dos fundos de venture capital. O BNDES estima que dos 10 fundos que serão criados, oito deles serão de investimentos em participação (private equity) e dois em empresas emergentes (venture capital).
LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL642920-9356,00.html
COMENTÁRIO: Um estudo publicado pela Energy Information Administration, orgão oficial que consolida as estatísticas de energia dos Estados Unidos, mostra que dentro da matriz energética mundial, as energias renováveis ocupam apenas 7%. No Brasil este percentual é consideravelmente maior, chegando a 46%. O Brasil está se preparando para ser um grande player mundial de energia. A descoberta das reservas do pré-sal reforçam em muito esta posição. Veja também o artigo Balanço Energético Nacional - 2008
O Balanço de Pagamentos do País (não confundir com Balança Comercial) tem registrado um expressivo aumento de superavit nos últimos anos e os investimentos atuais deverão constribuir para acelerar ainda mais este crescimento.

Qual será o impacto deste novo ciclo da economia brasileira? Tivemos o cliclo do Pau-brasil, da Cana, do Ouro e do Café. Agora provavelmente iremos viver um ciclo da Energia. Possivelmente nossos bisnetos irão estudar este momento de nossa história em seus livros.
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In search of the perfect production partnership
FONTE: FINANCIAL TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 08/07/2008
Nine months after the discovery of potentially huge deposits of oil off the coast, there is little doubt that Brazil will soon become one of the world's leading oil-producing nations.
There is much more uncertainty over how the country will manage its new-found wealth. The biggest immediate doubt - beyond the technical difficulties of getting at the very deep reserves trapped beneath a salt shelf below the ocean floor - concerns the regime under which oil companies will be invited to join Petrobras, the governmentcontrolled oil company, in bringing oil and gas to the surface.
Moreover, oil has often turned out to be a curse for developing nations. "We are a late-coming oil power," says Aloizio Mercadante, a senator for the ruling Workers' party and an economic adviser to President Luiz Inácio Lula da Silva. "That means we can go more quickly and learn from other nations."
Many oil-based economies have engendered authoritarian or populist regimes that find it hard to industrialise and have difficult relations with the rest of the world. Brazil, a mature democracy with solid institutions and a diverse industrial sector, should be able to avoid the worst pitfalls, he says. But it must still take care to manage its wealth properly.
"We must create a sovereign wealth fund to create a post-oil society," he says. "We need to promote health, education and technological advance - not a wave of consumption."
LINK: http://www.ft.com/cms/s/0/720f022e-4c87-11dd-96bb-000077b07658.html
COMENTÁRIO: É sempre interessante ver o que estão falando sobre o Brasil lá fora. A discussão sobre a utilização a riqueza gerada pelo petróleo para gerar uma transformação da economia e da sociedade é importante. Junto com esta discussão o artigo traz também o tema do modelo de concessão de exploração do petróleo.
DATA DA NOTÍCIA: 08/07/2008
Nine months after the discovery of potentially huge deposits of oil off the coast, there is little doubt that Brazil will soon become one of the world's leading oil-producing nations.
There is much more uncertainty over how the country will manage its new-found wealth. The biggest immediate doubt - beyond the technical difficulties of getting at the very deep reserves trapped beneath a salt shelf below the ocean floor - concerns the regime under which oil companies will be invited to join Petrobras, the governmentcontrolled oil company, in bringing oil and gas to the surface.
Moreover, oil has often turned out to be a curse for developing nations. "We are a late-coming oil power," says Aloizio Mercadante, a senator for the ruling Workers' party and an economic adviser to President Luiz Inácio Lula da Silva. "That means we can go more quickly and learn from other nations."
Many oil-based economies have engendered authoritarian or populist regimes that find it hard to industrialise and have difficult relations with the rest of the world. Brazil, a mature democracy with solid institutions and a diverse industrial sector, should be able to avoid the worst pitfalls, he says. But it must still take care to manage its wealth properly.
"We must create a sovereign wealth fund to create a post-oil society," he says. "We need to promote health, education and technological advance - not a wave of consumption."
LINK: http://www.ft.com/cms/s/0/720f022e-4c87-11dd-96bb-000077b07658.html
COMENTÁRIO: É sempre interessante ver o que estão falando sobre o Brasil lá fora. A discussão sobre a utilização a riqueza gerada pelo petróleo para gerar uma transformação da economia e da sociedade é importante. Junto com esta discussão o artigo traz também o tema do modelo de concessão de exploração do petróleo.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Renault faz acordo para popularizar carros elétricos
FONTE: JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008
O grupo franco-japonês Renault-Nissan assinou ontem um acordo com o governo de Portugal que vai permitir à empresa a venda de automóveis elétricos no país. Pelo acordo, o governo português se compromete a montar, até 2011, uma rede de infra-estrutura que permitirá a popularização dos carros elétricos.
No projeto, estão incluídos a empresa petrolífera Galp, que vai incluir em seus postos de gasolina as instalações para troca de baterias para automóveis elétricos, a empresa elétrica EDP e as duas maiores redes de supermercados do país, que poderão trocar baterias nos seus estacionamentos. A Renault-Nissan entra com os automóveis, que terão uma autonomia de 200 quilômetros.
"Estamos investindo milhões de dólares numa gama completa de veículos de emissão zero", afirmou o presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn. Ele disse que os carros elétricos teriam preços semelhantes aos movidos a gasolina ou diesel.
No anúncio do acordo, Ghosn disse que ainda não tinha os números do investimento necessário para construir a infra-estrutura no país.
"Nós vamos trabalhar nas próximas semanas com o governo de Portugal para encontrar uma solução que seja, em primeiro lugar, aceita pelo consumidor e, em segundo, que faça sentido para a estratégia do governo e da Renault-Nissan. Temos agora quatro meses para os estudos."Segundo o projeto, os carros elétricos terão três possibilidades distintas de obter carga para as baterias: trocar a bateria por outra já carregada, o que deve levar cerca de 5 minutos; carregamento rápido, operação que levará cerca de 25 minutos; e carregamento em casa, na rede elétrica normal, o que pode durar oito horas.
LINK: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/3833
LINK: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/3833
COMENTÁRIO: É uma boa notícia no momento em que os preços de petróleo subiram excessivamente. Portugal está dando uma bom exemplo para a Europa e o resto do mundo.
O assunto tem alguns pontos que vale destacar:
- É necessário entender qual a fonte de energia para geração da eletricidade. Na maioria das vezes, na Europa, ela provêm de usinas termelétricas a base combustíveis fósseis (carvão ou petróleo). Sendo assim, dizer que os carros elétricos tem emissões zero é um meia verdade.
- Para termos realmente uma mudança significativa é necessário que a energia elétrica seja proveniente de fontes renováveis (heólica, fotovoltáica, biomassa).
- Apesar dos veículos elétricos serem movidos a eletricidade proveniente de combustíveis fósseis, a sua adoção em grandes centros urbanos tende a reduzir as emissões e a poluição urbana.
- A produção em larga escala de veículos elétricos tende a aumentar os investimentos em pesquisa, alavancando ainda mais o desenvolvimento das tecnologias, tendo como conseqüência o barateando dos custos unitários.
- Motores elétricos tem uma eficiência maior do que motores alternativos de combustão interna, o que significa um menor consumo global de energia.
- No futuro breve, os veículos elétricos poderão ser movidos a energia solar fotovoltáica.
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