segunda-feira, 14 de julho de 2008

In search of the perfect production partnership

FONTE: FINANCIAL TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 08/07/2008

Nine months after the discovery of potentially huge deposits of oil off the coast, there is little doubt that Brazil will soon become one of the world's leading oil-producing nations.
There is much more uncertainty over how the country will manage its new-found wealth. The biggest immediate doubt - beyond the technical difficulties of getting at the very deep reserves trapped beneath a salt shelf below the ocean floor - concerns the regime under which oil companies will be invited to join Petrobras, the governmentcontrolled oil company, in bringing oil and gas to the surface.
Moreover, oil has often turned out to be a curse for developing nations. "We are a late-coming oil power," says Aloizio Mercadante, a senator for the ruling Workers' party and an economic adviser to President Luiz Inácio Lula da Silva. "That means we can go more quickly and learn from other nations."
Many oil-based economies have engendered authoritarian or populist regimes that find it hard to industrialise and have difficult relations with the rest of the world. Brazil, a mature democracy with solid institutions and a diverse industrial sector, should be able to avoid the worst pitfalls, he says. But it must still take care to manage its wealth properly.
"We must create a sovereign wealth fund to create a post-oil society," he says. "We need to promote health, education and technological advance - not a wave of consumption."

LINK: http://www.ft.com/cms/s/0/720f022e-4c87-11dd-96bb-000077b07658.html

COMENTÁRIO: É sempre interessante ver o que estão falando sobre o Brasil lá fora. A discussão sobre a utilização a riqueza gerada pelo petróleo para gerar uma transformação da economia e da sociedade é importante. Junto com esta discussão o artigo traz também o tema do modelo de concessão de exploração do petróleo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Renault faz acordo para popularizar carros elétricos

FONTE: JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO
DATA DA NOTÍCIA: 10/07/2008
O grupo franco-japonês Renault-Nissan assinou ontem um acordo com o governo de Portugal que vai permitir à empresa a venda de automóveis elétricos no país. Pelo acordo, o governo português se compromete a montar, até 2011, uma rede de infra-estrutura que permitirá a popularização dos carros elétricos.
No projeto, estão incluídos a empresa petrolífera Galp, que vai incluir em seus postos de gasolina as instalações para troca de baterias para automóveis elétricos, a empresa elétrica EDP e as duas maiores redes de supermercados do país, que poderão trocar baterias nos seus estacionamentos. A Renault-Nissan entra com os automóveis, que terão uma autonomia de 200 quilômetros.
"Estamos investindo milhões de dólares numa gama completa de veículos de emissão zero", afirmou o presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn. Ele disse que os carros elétricos teriam preços semelhantes aos movidos a gasolina ou diesel.
No anúncio do acordo, Ghosn disse que ainda não tinha os números do investimento necessário para construir a infra-estrutura no país.
"Nós vamos trabalhar nas próximas semanas com o governo de Portugal para encontrar uma solução que seja, em primeiro lugar, aceita pelo consumidor e, em segundo, que faça sentido para a estratégia do governo e da Renault-Nissan. Temos agora quatro meses para os estudos."Segundo o projeto, os carros elétricos terão três possibilidades distintas de obter carga para as baterias: trocar a bateria por outra já carregada, o que deve levar cerca de 5 minutos; carregamento rápido, operação que levará cerca de 25 minutos; e carregamento em casa, na rede elétrica normal, o que pode durar oito horas.

LINK: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/3833

COMENTÁRIO: É uma boa notícia no momento em que os preços de petróleo subiram excessivamente. Portugal está dando uma bom exemplo para a Europa e o resto do mundo.
O assunto tem alguns pontos que vale destacar:
- É necessário entender qual a fonte de energia para geração da eletricidade. Na maioria das vezes, na Europa, ela provêm de usinas termelétricas a base combustíveis fósseis (carvão ou petróleo). Sendo assim, dizer que os carros elétricos tem emissões zero é um meia verdade.
- Para termos realmente uma mudança significativa é necessário que a energia elétrica seja proveniente de fontes renováveis (heólica, fotovoltáica, biomassa).
- Apesar dos veículos elétricos serem movidos a eletricidade proveniente de combustíveis fósseis, a sua adoção em grandes centros urbanos tende a reduzir as emissões e a poluição urbana.
- A produção em larga escala de veículos elétricos tende a aumentar os investimentos em pesquisa, alavancando ainda mais o desenvolvimento das tecnologias, tendo como conseqüência o barateando dos custos unitários.
- Motores elétricos tem uma eficiência maior do que motores alternativos de combustão interna, o que significa um menor consumo global de energia.
- No futuro breve, os veículos elétricos poderão ser movidos a energia solar fotovoltáica.

terça-feira, 8 de julho de 2008

G8 aceita reduzir emissão de gases pela metade até 2050

FONTE: G1 GLOBO.COM
DATA DA NOTÍCIA: 08/07 /2008

Esta foi a primeira vez que os EUA aceitam meta de redução de gases. Cúpula também está definindo objetivos para diminuição de gases a médio prazo. Os líderes do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, concordaram em reduzir a emissão de gases poluentes ao menos em 50% até 2050, uma medida para combater os efeitos das mudanças climáticas e o aquecimento global, anunciou nesta terça-feira (8) o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.

O acordo foi anunciado durante o segundo dia de reunião da cúpula anual do G8, no Japão, da qual participam Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.

Fukuda disse que o grupo pediu para alguns países o estabelecimento de metas de médio prazo para diminuir as emissões dos gases CO2 responsáveis pelo aquecimento global até 2020.

LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL639135-9356,00.html

COMENTÁRIO: O acordo é extremamente importante, principalmente após as dificuldades relacionadas ao Protocolo de Kyoto. Não há dúvida que a meta de redução de 50% até 2050 é ambiciosa. Mas o tempo está passando. As metas do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, eram de 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012. Para os os membros da UE, existia uma meta de 15% abaixo das emissões esperadas para 2008. Compromissos não foram cumpridos e metas não foram atingidas. O Brasil é o 4º maior emissor de CO2 do mundo e ainda não tem um plano definido para o combate às mudanças climáticas.
A principal questão em relação à este novo acordo é a transformação desta meta de longo prazo em metas de médio e curto prazo. Se isto não ocorrer, os governantes de hoje estão fazendo apenas uma encenação e jogando para os governantes do futuro distante a responsabilidade por cumpri-las. Entretanto, em se tratando de aquecimento global, se não houver ações concretas hoje as perspectivas futuras serão sombrias. A medida que passa o tempo a situação se agrava. Os efeitos são cumulativos. As consequências em escala global. Equanto isto os políticos mundiais se perdem em discussões paralizantes para não fazer nada e empurrar o problema com a barriga. A falta de sentido de urgência é chocante.

Embraer fez entregas recordes de 97 aviões no semestre

FONTE: G1 GLOBO.COM
DATA DA NOTÍCIA: 07/07/2008

Fabricante fechou trimestre com uma carteira de pedidos firmes de US$ 20,7 bilhões. Empresa manteve sua previsão de entregas no ano entre 195 e 200 unidades. Embraer anunciou nesta segunda-feira (7) ter realizado entregas de 52 aviões no segundo trimestre, elevando o total despachado nos primeiros seis meses do ano para um recorde de 97 unidades.
A terceira maior fabricante de aviões do mundo fechou o trimestre passado com uma carteira de pedidos firmes de US$ 20,7 bilhões, ante US$ 15,6 bilhões um ano antes, valor até então recorde para a empresa.
No segundo trimestre do ano passado, a Embraer havia entregue 36 aviões, num total de 61 unidades no primeiro semestre de 2007.

LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL638127-9356,00.html

COMENTÁRIO: O Brasil aparece em 23º no ranking de exportações com aproximadamente 1,2% do total do volume mundial. Um resultado inexpressivo para a 8ª economia do mundo. A liderança mundial em exportações é disputada pela Alemanha e pela China, seguidas pelo Estados Unidos.
No ranking dos importadores o país aparece em 27º lugar, sendo a liderança dos Estados Unidos, seguido da Alemanha.
Um outro dado interessante é que 60% dos lucros das exportações Chinesas vão parar em mãos estrangeiras e não dos chineses. Veja o artigo http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2339495,00.html
Um estudo recente colocou o Brasil em 80º lugar em termos de abertura ao comércio exterior, atrás de Uganda. Vide artigo Brasil aparece em 80º lugar em ranking de abertura ao comércio exterior
Neste contexto segundo dados do MDIC, a Embraer ocupa o 3º lugar entre as 50 empresas do país que respondem com 47% das exportações. No ano passado foram US$ 4,7 bilhões em exportação (valor FOB). Aviões são o 4º item em nossa pauta de exportação. Não é pouca coisa !

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Falta de mão-de-obra especializada ameaça crescimento do Brasil

FONTE: ÚLTIMO SEGUNDO / NEW YORK TIMES
DATA DA NOTÍCIA: 02/07/2008

Para quase todos os países, com exceção da China e Índia, conquistar um crescimento de mais de 5% ao ano é difícil. Fazer isso sem mão-de-obra especializada é praticamente impossível.
Mas esse é o desafio do Brasil, o B das economias Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), a versão atual dos tigres econômicos.Depois de anos de vaivém, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva projeta um período de crescimento contínuo, com o produto interno bruto aumentando 5% ao ano de agora até 2010 e entre 3% e 4% ao ano durante a década seguinte.
Mas muitas companhias e economistas, inclusive alguns setores do governo, dizem que a falta de mão-de-obra altamente qualificada, principalmente engenheiros e executivos, irá prejudicar esses objetivos e o crescimento econômico e político do Brasil.
"A falta de disponibilidade de mão-de-obra técnica pode impedir o crescimento, sem dúvida nenhuma", disse José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. "Esse é um grande desafio para o País". A falta de engenheiros aqui se espalha pelas indústrias. A falta de engenheiros civis e de construção ameaça projetos de infra-estrutura; setores como os de manufatura de aeronaves, petroquímicos e metais competem pelos mesmos formandos. No crescente setor de petróleo e gás, as companhias buscam mão-de-obra estrangeira porque não há brasileiros qualificados para seus postos.

LINK: http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/07/02/procura_se_mao_de_obra_especializada_para_uma_economia_em_crescimento_no_brasil_1409754.html

COMENTÁRIO: A educação é sempre um gargalo para o crescimento e é um investimento de longo prazo. A falta de mão-de-obra especializada não pode ser ressolvida em curto prazo e exige investimentos e perspectivas. Nem só de investimentos se faz o desenvolvimento. No caso da Alemanha e Japão do pós-guerra, o rápido desenvolvimento só ocorreu por conta de investimento aliados com uma mão-de-obra muito qualificada. E não bastam apenas engenheiros e técnicos. É também necessária uma geração de executivos experientes para dirigir o crescimento das empresas. Não bastam somente títulos de MBA e Pós-Graduações. É necessário também experiência e vivência de grandes projetos e negócios.
Alguns de nós que chegaram ao mercado na década de 80 e ínicio da década de 90 vimos, sem perspectivas, um país onde engenheiros é técnicos não tinham mercado de trabalho. Criou-se uma lacuna e um ruptura na trasmissão de conhecimento entre profissionais com grande experiência da geração que chegou ao mercado na trabalho na década de 70, época do milagre econômico, e aqueles da geração da dédaca de 90.
Segundo resportagem publicada na revista Exame em junho de 2008, um estudo realizada pela consultoria americana McKinsey estima que a economia chinesa precisará de 75.000 profissionais com gabarito para assumir postos em multinacionais até 2010. Mas só havia entre 3.000 e 5.000 chineses com essa qualificação quando o estudo foi feito. Segundo o estudo, somente 10% dos candidatos chineses a altos cargos estão preparados. Ou seja, faltam talentos.
E se esta pesquisa fosse realizada no Brasil? Qual seria o resultado?
A despeito das dificuldades, este é um cenário em que estamos diante de um bom problema. De qualquer forma é um momento de boas oportunidades para os profissionais no mercado.
Veja também o artigo publicado por Daniel Rodel em Considerações sobre o Brasil e a Sociedade do Conhecimento
Victor Rizzo - Blog Nossos Negocios

Disponibilidade de Alimentos e produção de Biocombustíveis

FONTE: INSTITUTE FOR AGRICULTURE AND TRADE POLICY (INGLÊS)
DATA DA NOTÍCIA: 04/2008

O artigo trata de diversos aspectos relacionados à biocombustíveis, como disponibilidade de alimentos, comércio internacional, tarifas internacionais, subsídios agrícolas, investimentos internacionais em pesquisa e produção, desmatamento, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas.
Inicialmente o artigo estabelece um contexto geral com relação à biocombustíveis e políticas de segurança alimentar.
Em seguida o artigo cita as políticas públicas relacionadas à biocombustíveis no Brasil, Estados Unidos e União Européia, bem como os subsídios existentes para a produção dos biocombustíveis e as discussões em torno do tema na Organização Mundial de Comércio.
Com relação à competição entre alimentos e biocombustíveis o artigo considera que o principal problema da fome está mais relacionado acesso (má distribuição) do que a produção.
O artigo prossegue apresentando os números de produção mundial de biocombustíveis e de soja e as principais empresas que dominam o mercado de exportação.
A seguir analisa o tema dentro do contexto da Rodada de Doha.
Sob o ponto de vista de investimentos relaciona os investimentos realizados por grandes grupos internacionais em pesquisa e produção como BP, ADN, Cargill, Mitsui, Petrobras e PetroChina, Barklays e Goldman Sachs, bem com a entrada de Investimentos Diretos Internacionais no Brasil no setor de álcool.
Dentro do contexto de agricultura, o artigo discute o tema da sustentabilidade de produção de produtos agrícolas baseada no modelo de monocultura e a necessidade de estabelecer-se padrões para o cultivo sustentável ambiental e socialmente.

LINK: http://www.iatp.org/tradeobservatory/library.cfm?refID=102282

COMENTÁRIO: O artigo é bastante completo e abrangente abordando o tema bicombustíveis com suas diversas implicações e da uma boa visão geral do tema de uma forma imparcial. Interessante é o fato de um artigo trazer os diversos aspectos que geralmente estão dispersos em artigos específicos para um mesmo documento. O tema de qualquer forma é complexo e o artigo ajuda a entender as suas diversas correlações.
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domingo, 29 de junho de 2008

Carro movido a Ar Comprimido pode ser opção à crise de energia

FONTE: VICTOR RIZZO
DATA DA NOTÍCIA: 30/06/2008
A notícia não é nova, mas acho que vale a pena um artigo.

A transformação de energia pneumática em energia mecânica é um processo bastante conhecido e utilizado no mundo todo. O seu emprego mais conhecido são os cilindros pneumáticos que transformam ar comprimido em movimento linear para o acionamento de quaisquer dispositivos e são largamente utilizados na indústria. Também não são novidade os motores pneumáticos que transformam o mesmo ar comprimido em movimento rotacional. Nos dois exemplos acima e preocupação sempre foi muito mais com o desempenho da função do que com a eficiência.

Da mesma forma, não é novidade a utilização de ar comprimido para veículos. Em 1872 já circulavam em Nantes, na França, bondes a ar comprimido.

A novidade agora é que algumas empresas estão desenvolvendo motores pneumáticos, chamados "motores a ar" nos quais a eficiência teria alcançado um nível que permitisse a sua utilização em veículos de passeio.

Uma destas empresas é a francesa MDI fundada em 1991 por Guy Nègre, engenheiro aeronáutico que se especializou em melhoria de eficiência de motores de combustão interna e que na década de 80 passou pela Fórmula 1 onde obteve certo sucesso projetos de motores. Em 1998 a MDI lançou o primeiro protótipo de um taxi movido a ar comprimido.

Hoje os modelos em desenvolvimento alcançam velocidades de até 110 km/h e tem autonomia de 200 km. O que mais chama a atenção, não chega a ser o desempenho, mas a economia. Segundo o fabricante, os reservatórios de ar comprimido do veículo poderiam ser recarregados em 3 min em qualquer compressor pneumático para pneus de postos de gasolina, ou ainda durante 4 horas em qualquer tomada elétrica. O preço da recarga seria de incríveis US$ 2,00 !!! Isto na prática significaria um custo de R$ 0,0165/km contra R$ 0,24/km de um motor a gasolina. Ou seja, uma redução de cerca de 93% !!!. O custo de veículo será de US$ 15.000.

A tecnologia desenvolvida pela MDI, utiliza o principio de cilindro/pistão já utilizados nos motores de combustão interna, possuindo entretanto algumas vantagens sobre este.

Diferentemente dos motores tradicionais que funcionam dentro de um ciclo de admissão/compressão/explosão/expansão, no motor a ar comprimido não existe explosão e portando não existem altas temperaturas. Isto permite que o bloco do motor seja construído de alumínio e não ferro fundido, fazendo que o motor se torne muito mais leve. A ausência de altas temperaturas também reduz sensivelmente o preço de fabricação do motor que não precisa de resfriamento a água.

Os reservatórios de ar comprimido são feitos de fibra de carbono e a carroceria de alumínio. Com tudo isto o veículo é consideravelmente mais leve. Os modelos pesam 380 kg, 540 kg e 850 kg. Com peso menor, os motores também podem trabalhar com menor potência. As potências são de 22 hp, 50 hp e 75 hp respectivamente.

O projeto da MDI é um pouco controveso. Apesar de diversos anúncios de lançamento desde 2001, o veículo ainda não entrou em escala industrial.

Em fevereiro de 2007 a MDI anunciou o licenciamento de sua tecnologia para a indiana Tata Motors e espera colocar o produto no mercado até 2010.


Outra empresa é a australiana Energeair fundada em 2000 por Angelo di Pietro. Formado em engenharia, o italiano Pietro trabalhou nos laboratórios de pesquisa de motores rotativos Wankel na Mercedes Benz na Alemanha, no qual se inspirou para desenvolver em 1999 seu motor rotativo a ar comprimido de 13 kg.

Os motores rotativos de Pietro já são utilizados em veículos de transporte de pequenas cargas.

As grandes vantagens deste tipo veículo são:
-o ar comprimido pode ser obtido de forma fácil, utilizando-se fontes de energia renováveis como eólica e solar;
-ar comprimido é fácil de transporta e armazenar;
-ar comprimido não é inflamável;
-os custos envolvidos na fabricação dos veículos são sensivelmente menores;
-ao contrário de veículos elétricos, os que utilizam ar comprimido não necessitam de baterias caras e que causam problemas ambientais ao final do seu ciclo de vida;
-o motor a ar comprimido é livre de emissões (CO2 e outros gases poluentes);
-o ar comprimido a ser utilizado pelos veículos é filtrado e sai do motor em um estado de pureza maior do que entrou;
-por não trabalharem com combustão, os motores exigem menos manutenção.

Trata-se de uma excelente opção para cidades, onde 80% dos veículos andam menos que 60 km por dia. Particularmente para as grandes cidades como São Paulo, México e Tóquio, a opção do caro movido a ar comprimido poder ser uma alternativa importante para redução dos elevados níveis de poluição.

Embora ainda haja alguns questionamentos feitos por opositores, parece que a tecnologia está próxima de ser utilizada em escala industrial. Se isto ocorrer, estamos diante de uma potencial ruptura na indústria automotiva baseada em motores a combustão interna.

A utilização de veículos movidos a ar comprimido seria também passo rumo à redução dos gases de efeito estufa, desde que a energia utilizada para a geração do ar comprimido não fosse de origem fóssil.

LINKS:
MDI - http://www.motormdi.com/

Engineair- http://www.engineair.com.au/

Videos no Youtube - http://site.noticiaproibida.org/videos-sobre-o-carro-movido-a-ar-comprimido.html

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Inovação só existe quando se cria valor

FONTE: ÉPOCA
DATA DA NOTÍCIA: 25/06/2008

Para o professor de Gestão de Inovação na Universidade de Brighton, o Brasil deve aperfeiçoar as práticas de gestão da inovação para continuar crescendo. Howard Rush, 45 anos, é um acadêmico com pé no mercado. Ele se preocupa em estabelecer um fluxo de idéias constante entre as salas de aula e a indústria. Segundo Rush, é assim que a academia cumpre seu papel de forma mais plena. “A inovação só existe de fato quando se cria algum valor a partir da aplicação prática de uma idéia”, diz. O professor estará no Brasil no dia 25 de junho para uma palestra organizada pelo British Council sobre as boas práticas da Gestão da Inovação.

LINK:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI6721-15246,00-INOVACAO+SO+EXISTE+QUANDO+SE+CRIA+VALOR.html

COMENTÁRIO: O tema inovação é extremamente atual em uma sociedade movida a informação e intimamente associado a competitividade das empresas e do país. A inovação permite também produzir produtos com maior conteúdo tecnológico e valor agregado.

Em pesquisa citada em artigo de autoria de Clemente Nóbrega publicado pela Epoca Negócios (outubro 2007) o Brasil ficou em 40º lugar no ranking de índice global do Insead para medir a capacidade de criar um ambiente estimulande a inovação. O artigo Clemente Nobrega é muito interessante discute também as condições necessárias a inovação. Veja em http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG79418-8374-8,00.html

Uma forma de se medir o grau de inovação de um país pode também ser pela quantidade de patentes requeridas. Neste quesito o Brasil também não apresenta um desempenho muito destacado, conforme pode ser visto na tabela abaixo.

De acordo com estes dados podemos verificar que o número de pedidos de patentes por residentes no Brasil não é expressivo dentro de um cenário global. Se compararmos este número com a população do país, fica evidente que a produção de patentes do Brasil é pífia em relação aos demais países.
Se agora compararmos os dados de pedidos de patente por milhão de habitantes com a renda per capta, veremos que existe um forte correlação entre estes dois números, indicando que uma maior quantidade de patentes está associada a renda per capta mais elevada.


No ramo de Nanotecnologia por exemplo, segundo Marcelo Tredinnick, examinador de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) (citado em http://inovativa.blogspot.com/), no Japão, por meio da Japan Patent Office (JPO), já foram concedidas até hoje 589 patentes em nanotecnologia, para mais de 1,8 mil depósitos. Na Europa, foram concedidas 350 pela European Patent Office (EPO) e, nos Estados Unidos, 286 pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO). No Brasil, o INPI concedeu, até o momento, apenas 13 patentes.

Temos entretanto também alguns bons exemplos, quando existe investimento, como o citado pelo estudo "Mapeamento Tecnológico do Biodiesel e Tecnologias Correlatas sob o enfoque dos pedidos de patentes”, da pesquisadora Cristina d’Urso de Souza Mendes, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo o estudo, os pedidos brasileiros de patentes relacionados ao biodiesel cresceram dez vezes, passando de dois para 20, entre 2003 e 2006. No mesmo período, o total de depósitos no mundo subiu menos de cinco vezes, saindo de 90 para 427 no mesmo período. O resultado desta evolução é que, no ranking internacional, o Brasil passou da 13ª posição em 2003 para o 5º lugar, em 2006, atrás apenas dos quatro países citados acima.
A pesquisa acima mostra uma clara relação entre investimentos e inovação. Os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento no pais são da ordem de 0,4% do PIB. Um volume baixo se comparado a países como a Corea, onde os investimento em inovação chegam a 3% do PIB.

Em resumo, inovação é resultante de educação e investimento. Inovação gera desenvolvimento econômico. Inovação é criatividade aplicada e tornada útil.
Veja também o site do Centre for Research in Innovation Management no link abaixo:
http://centrim.mis.brighton.ac.uk/
Veja també o artigo publicado por Daniel Roedel em Considerações sobre o Brasil e a Sociedade do Conhecimento
Victor Rizzo - Blog Nossos Negocios