quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasil investe em redução do custo de etanol de 2ª geração

FONTE: DCI - Diário, Comércio, Industria & Serviços
DATA DA NOTÍCIA: 28/07/2010


SÃO PAULO - O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) planeja para 2012 sua expansão: a meta é a integração de uma planta de demonstração de etanol celulósico em uma unidade industrial associada ao CTC. Um projeto já em funcionamento - localizado em Piracicaba (SP) - produz 1 mil litros de álcool de segunda geração por dia. Com os futuros testes concluídos, a produção aumentará em até 40% em relação ao processo existente. A entidade divulgou também, ontem, durante evento realizado em São Paulo, o relatório de resultados 2005-2010 e inovações para os próximos dez anos.

Nilson Zaramella Boeta, diretor superintendente do CTC, afirmou que, dentro de dois anos, o objetivo é colocar a planta de demonstração em patamares de escala industrial. "O nosso [projeto] é o único acoplado à usina atual".

Segundo Thomas Bernd Ritter, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento do CTC, a entidade reduziu, de três anos para cá, um terço dos custos de produção do etanol celulósico. "O objetivo é aproximar os custos aos do etanol de primeira geração", diz Boeta.


LINK: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&id_noticia=336040&editoria=

COMENTÁRIO: Etanol de 2ª geração ou Etanol Celulósico é o álcool obtido a partir da quebra da celulose da biomassa. A celulose é uma das matérias primas mais abundantes na natureza, presente em todos os vegetais.
Ao contrário do etanol obtido através do processo de fermentação de substâncias ricas em açúcares, como o caldo da cana de açúcar ou de outros produtos nobres como cereais e beterraba que são utilizados para alimentação humana ou de animais, o etanol celulósico pode ser obtido de diversos subprodutos e resíduos de biomassa como palhas e cascas.

Desta forma a produção de álcool combustível pode ser obtida também através de matérias primas que antes eram descartadas ou só entravam no processo de geração de energia através da queima para geração de vapor para termoelétricas.

Com esta nova tecnologia, após a produção do etanol do caldo da cana, o bagaço de cana que antes era subproduto, pode entrar em um novo processo para a produção de mais etanol. Estimam-se que com isto será possível aumentar entre 30% a 40% a produção de etanol no país sem aumentar a área plantada. Ou seja, significa acrescentar mais 8 bilhões de litros a produção brasileira que atualmente é de 24 bilhões de litros.

Segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) - 2009 publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o grupo cana de açucar e derivados representava em 2008 cerca de 17% do total da matriz energética.

Além do bagaço de cana, podem também ser utilizados a palha de milho, casca de eucalipto e diversos outros resíduos da agroindústria que antes tinham destinação menos nobre.

Existe em todo o mundo uma corrida nos centros de pesquisa, principalmente nos Estados Unidos e Brasil para criação de um processo que seja viável em escala industrial.
A chave do processo está em selecionar ou desenvolver enzimas, bactérias e leveduras capazes que quebrar a celulose e transforma-la em glicose que possa passar então pelo processo de fermentação e destilação.

De quebra, o processo de etanol celulósico é o que gera a menor quantidade de gases do efeito estufa, se comparado com a produção de gasolina e etanol convencional.

Quem sabe no futuro a tecnologia evolua a ponto de gerarmos energia a partir de papelão reciclado, que nada mais é do que CELULOSE.

Vale lembrar que a celulose nada mais é do que energia solar condensada em matéria pelo processo da fotosíntese. A queima de um pedaço de madeira nada mais faz do que liberar esta energia armazenada.


Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Wind of change

FONTE: ECONOMIST
DATA DA NOTÍCIA: 04/12 /2008

Energy: Wind power has established itself as an important source of renewable energy in the past three decades. The basic idea is ancient, but its modern incarnation adds many new high-tech twists.
Old-fashioned windmills, no longer used to grind flour, have become tourist destinations in much of the developed world. Most people would agree that wooden windmills fit pleasingly into the landscape, and are charming reminders of a simpler, agrarian past. But opinion is divided about their high-tech descendants, wind turbines, which are springing up across the world as a source of renewable electricity. To some they are a blight on the landscape; to others they are graceful, majestic structures that signal the shift towards new sources of energy.
The first wind farms sprouted in California in the early 1980s, beneficiaries of generous tax credits. Among the rolling hills of Altamont Pass, near San Francisco Bay, some early turbines can still be seen spinning, turning a portion of the wind’s kinetic energy into electricity. With capacity of mere tens of kilowatts and a rotor diameter of 15 metres or so, these windmills are no giants, at least by today’s standards. New machines typically have a capacity of 1.5-2.5 megawatts (MW), or 30 to 50 times that of the early Altamont Pass turbines, with rotor diameters as great as 100 metres, so that their blades sweep an area about the size of a football field.
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The wind-power industry has come a long way since the first Altamont Pass turbines started to spin. Although wind generates only about 1% of all electricity globally, it provides a respectable portion in several European countries: 20% in Denmark, 10% in Spain and about 7% in Germany. Wind power is also on the rise in America, where capacity jumped by 45% last year to reach nearly 17 gigawatts (GW) at the end of 2007. In China the pace has been faster still. Since the end of 2004, the country has nearly doubled its capacity every year. Globally, wind power installations are expected to triple from 94GW at the end of 2007 to nearly 290GW in 2012, according to BTM Consult, a Danish market-research firm. They will then account for 2.7% of world electricity generation, the company predicts, and by 2017 their share could be nearly 6%.

LINK: http://www.economist.com/science/tq/displaystory.cfm?story_id=12673331

COMENTÁRIO: O artigo apresenta de forma rápida um resumo da evolução do mercado de energia eólica nas últimas 3 décadas. A partir do início do anos 70, com a segunda crise do petróleo em 1973, os países perceberam que não podiam deixar as suas economias a mercê do preço do petróleo. Notadamente os países com base industrial e grande dependência de importação de petróleo, tais como Alemanha, Espanha, Dinamarca e Estados Unidos, começaram a investir em pesquisa para desenvolvimento de tecnologia para geração de energia eólica. A primeira usina eólica comercial conectada a rede publica foi instalada em 1979 na Dinamarca. A partir dai, em alguns países como Alemanha, os governos passaram a dar incentivos que permitiram que a indústria se desenvolvesse, ganhasse escala e atraísse investimentos do setor privado.
No Brasil, com uma matriz energética baseada em energia hidráulica, petróleo e biomassa, apesar da boa disponibilidade de ventos na região sul e nordeste, a introdução das unidades de geração por energia eólica demoraram muito a acontecer.
Até ha algum tempo atrás a posição (míope) do governo era de não incentivar os investimentos em geração por energia eólica, porque o país não dominava e ainda não domina, a tecnologia de desenvolvimento de geradores eólicos e isto representaria ter que pagar por tecnologia importada.
O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, o PROINFA criado em 2002, com investimento do BNDES a partir de 2004, foi muito criticado pela indústria por exigir um alto índice de nacionalização dos equipamentos (60%). Esta meta é difícil de ser atingido em um país que conta com apenas dois fornecedores de turbinas geradoras, o último instalado no ano passado. Soma-se a isto o baixo preço pago nos leilões de energia. Na prática, até 2007, após 5 anos de existência o PROINFA só tinha atingido 26% de suas metas.
Uma das primeiras empresas fabricantes de geradores eólicos a atuar no Brasil, a partir de 1996, foi a Wobben Windpower , subsidiária da ENERCON GmbH da Alemanha, que possui duas unidades industriais uma em Sorocaba (SP) e a outra em Pécem (CE) e já instalou mais de 200 aerogeradores no país.
O primeiro grande investimento em geração de energia foi em 2005 no Parque Eólico de Osório, localizado no Rio Grande do Sul com 75 torres com 98 metros de altura e uma capacidade de geração de 150 MW entrou em operação no início de 2007. O investimento total na época foi de R$ 670 milhões, dos quais 69% foram financiados pelo BNDES.
Recentemente os pais têm atraído investimento de fabricantes de aerogeradores, como a alemã Führlander que está investindo R$ 20 milhões na construção de uma unidade industrial em Pecém.
A argentina Impsa está se instalando no país e prevê investimento também na ordem de R$ 20 milhões.
Entre as empresas de geração de energia destacam-se a Ventos do Sul pertencente à espanhola Enerfin/Enervento (Grupo Elecnor) com 90%, à alemã Wobben com 9% e à brasileira CIP Brasil, com 1%.
A carioca Multiner, empresa de capital aberto, esta desenvolvento dois projeto Alegria I e Alegria II em Grumaré, no Rio Grande do Norte, com 92 turbinas eólicas fornecidas pela dinamarquesa Vestas e uma capacidade total planejada de 151,8 MW.
Hoje existem no país, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia, 75 empreendimentos em operação, 38 em construção e 21, com EPC.
No mundo a demanda por energia eólica tem crescido de forma expressiva, a taxa superiores a 20% ao ano e o Brasil ocupa o tímido 20º lugar.
De acordo com o Altas do Potencial Eólico Brasileiro elaborado pelo MME, o país possui um potencial de 143,4 GW distribuído em 5 regiões, o que equivale a 10 Usinas de Itaipu. Isto, com uma geração distribuída e impactos ambientais muito menores.

Veja também:
Cemig investe R$ 213 milhões em energia eólica

Energia Eolica Aneel.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cemig investe R$ 213 milhões em energia eólica

FONTE: G1 / VALOR ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 05/02/09

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou a compra de participação acionária em três parques eólicos localizados no Ceará. Por 49% dos projetos, a empresa desembolsará R$ 213 milhões.
O contrato de compra e venda será firmado com a Energimp, controlada integralmente pela multinacional argentina Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (Impsa). Os três projetos têm capacidade instalada de 99,6 MW e estarão todos funcionando até maio de 2009. Toda energia elétrica gerada por estes empreendimentos será vendida para a Eletrobrás.

LINK: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL988040-9356,00.html

COMENTÁRIO: Nos últimos 2 anos o negócio de eólicas começou a deslanchar no Brasil. Faltam ainda algumas ações por parte do governo, tal como adotadas na Alemanha, para regular e fomentar os investimentos. As empresas pelo visto estão tentando fazer a sua parte.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O legado da Wikipédia

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS
DATA DA NOTÍCIA: 16/12 /2008

Quarto site mais acessado do mundo, a enciclopédia online em que qualquer pessoa pode editar os verbetes tem muito a ensinar às empresas que querem entrar na era da colaboração.
Wikipédia vem da expressão havaiana wikiwiki, que significa rápido. E rapidez é mesmo a sua marca. Às 23h03 de 4 de novembro (2h03, no horário de Brasília), por exemplo, o verbete sobre as eleições americanas já registrava a vitória de Barack Obama. Essa agilidade, associada à vasta gama de assuntos tratados, transformou a Wikipédia, de um projeto de enciclopédia online em inglês escrita e editada pelos próprios leitores, em um fenômeno global. Em oito anos, virou o quarto site mais visitado do mundo, com 300 milhões de páginas vistas por dia. Existem wikipédias em 253 línguas e a maior é no idioma inglês, com 2,6 milhões de verbetes. Mas por trás dessa grande operação há uma organização enxuta, num modelo de negócios inusitado. Com 22 funcionários, a Wikipédia conta com milhares de editores voluntários. Gasta por ano US$ 4,6 milhões, dinheiro obtido com doações que vão de poucos dólares a cheques de cinco dígitos. No início de novembro, a Wikimedia, fundação responsável pela enciclopédia, lançou uma campanha para arrecadar US$ 6 milhões e conseguiu quase a metade em dez dias. O segredo? A chance de fazer parte da missão de tornar o conhecimento acessível a qualquer um – e de forma gratuita.

LINK: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG85268-8377-22,00-O+LEGADO+DA+WIKIPEDIA.html

COMENTÁRIO: Este é mais um dos bons exemplos da era da internet. Embora ele tenha alguns traço particulares de negócios na internet, como o conceito de colaboração, tão importante na Web 2.0, tem alguns outros elementos que são, ou deveriam ser, comuns a muitas empresas de sucesso. A simples leitura do artigo permite identificar estes elementos.
Em primeiro lugar ele se baseia em um senso de oportunidade e num modelo de negócio inovador. A partir dai criou um visão estratégica. O negócio é baseado em conhecimento e em agilidade e velocidade da informação. Possui um gestão eficiente e custos bem controlados. Estes elementos já constavam em muitos dos manuais de negócio da década de 80. Muitas empresas entretanto não alcançam o seu potencial por não conseguirem conjugar todos elementos em seus negócios. Assim temos empresas com boa visão estratégica mas lentas e mal geridas. Temos empresas com um bom modelo de negócio mas sem controle de custos eficientes etc.
O que realmente é novo na era da internet é o conceito de colaboração, que faz com que a empresa ganhe dinheiro tendo milhares de colaboradores anônimos trabalhando de graça (sem salário, benefícios, inss, fgts, pis, confins, pasep). Certamente um sonho dourado de muitos empresários : )).
De toda a forma Jimmy Wales foi um visionário e sua empresa alcançou um sucesso merecido. É verdade, como diz a materia, muitas empresas tem que aprender antigas e novas lições com a Wikipédia.
Uma coisa entretanto faz pensar. Se em oito anos a Wikipédia é o 4º site mais acessado do mundo, qual será o seu tamanho em 2020? De minha parte, sempre que tenho que fazer uma pesquisa sobre algum tema, começo sempre com a Wikipédia. É sempre um bom começo, trazendo os conceitos básicos e boas referências para aprofundamento.
É por falar nisto, quem quiser saber um pouco mais sob Web 2.0, basta dar uma olhada na Wikipédia.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Grande Transição - As Biocivilizações do Futuro

FONTE: IPEA-USP
DATA DA NOTÍCIA:05 /12 /2008

PALESTRA ON-LINE - IGNACY SACHS

"Estamos no início da saída gradual da era do petróleo. Essa mudança é motivada pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas e facilitada pela eminência do pico do preço do petróleo." A afirmação é do economista e sociólogo Ignacy Sachs, professor emérito da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, França e pesquisador visitante do IEA.
No dia 10 de dezembro, às 10h00, Sachs tratará dessa questão na conferência "A Grande Transição - As Biocivilizações do Futuro".Sachs considera esta a terceira grande transição na longa história da co-evolução da espécie humana com a biosfera, depois da revolução Neolítica há 12 mil anos, marcada pela domestificação de vegetais e animais, e da era das energias fósseis, iniciada há três séculos.
"Convém buscar soluções simultâneas à ameaça de mudanças climáticas deletérias e possivelmente irreversíveis, ao avanço das desigualdades sociais e ao déficit crônico e grave de oportunidades de trabalho decente", alerta o economista. Para que a humanidade tenha êxito na busca dessas soluções, "devemos examinar até onde podemos avançar na construção de biocivilizações modernas, baseadas na captação de energia solar pela fotossíntese e no uso múltiplo de biomassas como alimento humano, ração animal, adubo verde, bioenergias, materias de construção, fármacos e cosméticos".
Segundo Sachs, as vantagens comparativas naturais dos países tropicais devem ser potencializadas pela pesquisa e pela organização social apropriada do processo produtivo: "A pesquisa deve explorar o trinômio biodiversidade-biomassas-biotecnologias, estas últimas aplicadas nas duas pontas do processo produtivo em busca de soluções intensivas em conhecimentos e mão-de-obra e poupadoras de recursos naturais e financeiros".
LINK: Transmissão ao vivo pela internet www.iea.usp.br/aovivo

COMENTÁRIO: Ingacy Schas é um renomado economista e sociólogo publicou diversos livros sobre o tema de desenvolvimento sustentável e "ecossocioeconomia". Desde a década de 70 vem fomentando o debate sobre problemas ambientais e sua relação com a economia. Trabalhou na organização da Primeira Conferência de Meio ambiente e Desenvolvimento em Estocolmo em 1972 e na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Eco 92). É autor de mais de 20 livros, vários deles publicados no Brasil.
Para os que puderem assistir a palestra pessoalmente, o endereço é:
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA - Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J 374 - Cidade Universitária, São Paulo
Blog Nossos Negocios - Victor Rizzo

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Emergence on Global Stage Leaves Brazilians Divided

FONTE: SPIEGEL ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 10/08/2008

Brazil's very recent emergence on the global stage has fueled debate in the country between those advocating adaptation to international norms and those who view Brazil's real interests as conflicting with the current world order.

The key aim of Brazilian foreign policy has long been to achieve international recognition as a major player in international affairs. This aim stemmed from its belief that it should assume its "natural" role as a "big country" in the world arena. Now, as a result of the concurrence of a changing international environment and an altered domestic polity, Brazil seems closer than ever before to achieving this aim. It is gaining increasing international recognition and is poised to emerge as a "big power." However, there remain several challenges that need to be addressed in order for Brazil to meaningfully participate in global governance. This article outlines the factors that have led to Brazil's rise, the conceptual basis of Brazilian foreign policy, and the challenges ahead.
It is clearly visible that Brazil is increasingly recognized as a major player in the international arena. It is included among the "outreach five countries" along with China, India, Mexico, and South Africa, which participate in "constructive engagement" with the G-8. Engagement also seems to be the goal of the European Union, which has established strategic partnerships with countries such as South Africa, Brazil and India. It is interesting that the increased attention given to Brazil is not necessarily linked to military capacity, but rather to Brazil's ever greater importance in the global economy.

LINK: http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,582861,00.html

COMENTÁRIO: Este extenso artigo, escrito por uma brasileira, apresenta os diversos fatores que estão fazendo o Brasil assumir um papel mais significativo na arena internacional e passar a ser um player de maior peso. O artigo mostra também os desafios, internacionais e domésticos, que o país tem pela frente para poder atingir seus objetivos. É interessante ver o que estão publicando lá fora sobre o nosso país.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

e-Xyon administra mais de 1,2 milhão de processos

FONTE: COMARCA MUNDO JURIDICO
DATA DA NOTÍCIA: 14/10/2008

Gestor Jurídico atende necessidade das empresas de gestão de riscos jurídicos
A e-Xyon, empresa brasileira de Gestão de Riscos Jurídicos, que já gerencia mais de 1,2 milhão de processos, está ampliando sua atuação na prestação de serviços de gestão jurídica para departamentos jurídicos e escritórios. A companhia está expandindo suas soluções para o segmento de mercado de Recuperação de Créditos e Análise de Contratos.

Isso inclui a adequação das empresas e escritórios à Lei 11.638. A lei, semelhante à Lei Sarbanes- Oxley, foi promulgada em dezembro de 2007, entrou em vigor em janeiro de 2008 e deve ser aplicada nos balanços que serão divulgados a partir do primeiro trimestre de 2009.

Na prática, a nova lei muda a forma de se avaliar ativos, passivos e riscos. Essa lei se aplica às empresas de capital aberto e de capital fechado de grande porte e obriga a todas a seguir padrões internacionais de transparência nas práticas contábeis.

A e-Xyon possui uma completa plataforma de serviços para Gestão de Riscos Jurídicos. “Isto permite às empresas e escritórios realizarem um completo diagnóstico jurídico e fazer a gestão de suas carteiras de forma contínua e consistente” explica Victor Rizzo, gerente de Negócios da e-Xyon.

LINK: http://www.exyon.com.br/component/content/article/41-mercado-de-capitais/70-e-xyon-administra-mais-de-12-milhao-de-processos.html

COMENTÁRIO: Se consideramos que no país o judiciário como um todo tem cerca de 45 milhões de processos, a e-Xyon gerencia cerca de 2,7% deste total. Isoladamente a empresa gerencia mais processos do que diversos tribunais estaduais do país.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sinopse Internacional - Outubro 2008

FONTE: BNDES
DATA DA NOTÍCIA: 01/10/2008

Publicação semestral do BNDES, em seu número 10, aborda o panorama mundial da economia, incluindo temas como a evolução dos preços das commodities, histórico dos índices das bolsas entre 2006 e 2008, taxa de juros média dos Federal Funds, desempenho da economia mundial e previsões de crescimento, composição do PIB mundial dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, desedobramentos da crise subprime, aceleração da inflação mundial, evolução do comércio exterior brasileiro com detalhes sobre a exportação do etanol e uma matéria especial, bastante detalhada, sobre o panorama dos fundos soberanos.

LINK: http://www.bndes.gov.br/conhecimento/publicacoes/cataologo/sinopse_intl.asp

COMENTÁRIO: Como sempre a publicação do BNDES, permite ter uma visão ampla e bem fundamentada da evolução da economia mundial. Este número apresenta na, página 8, as estatísticas de citei em meu comentário ao post anterior do André Lauria, sobre o PIB dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Para resumir, em 1998, o PIB dos países emergentes e em desenvolvimento representava 58% do PIB dos países desenvolvidos. Em 2008, esta relação será de 81%. Existem duas tendências muito importantes em curso. No mesmo período, o PIB dos países desenvolvidos apresentou uma queda de cerca de 13%, enquanto que o PIB dos emergenteres e em desenvolvimento apresentou um aumento na ordem de 22%. A previsão é que os dois valores iriam se igualar entre 2018 e 2020. Com a crise nos países desenvolvidos, é possível que esta previsão se antecipe. A médio prazo estamos falando de uma maior participação dos países em desenvolvimento na economia e nas decisões mundiais e uma maior equilibrio da riqueza no mundo. Ná página 9 são apresentados alguns gráficos do lucro líquido dos principais bancos americanos, o que permite entender melhor a crise subprime.

Veja também a edição anterior: Sinopse Internacional - Janeiro 2008

Victor Rizzo - Blog Nossos Negocios

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A ascensão do resto do mundo: os desafios da Nova Ordem Mundial

FONTE: Der Spiegel
DATA DA NOTÍCIA: 3/10 /2008

Os Estados Unidos não são mais capazes de suportar a crise mundial. Mas quem assumiria o seu lugar? A Rússia, o Brasil, a China e a Índia estão em ascensão, mas eles estão competindo também com a Europa e os Estados Unidos por recursos naturais finitos.

Estamos vivendo uma era na qual não há uma única potência dominante. O globo está acossado por crises (...). Nenhum país é capaz de elaborar soluções para problemas desse tipo. Nem mesmo as Nações Unidas estão a altura dessa tarefa.

Quais são as potências decisivas nesta nova ordem mundial? Os Estados Unidos, a Rússia, a Índia, a China, o Brasil e a União Européia estão sem dúvida entre elas. É interessante que estes países estejam se aproximando cada vez mais. A atual crise financeira demonstrou como as relações entre eles se aprofundaram. Outras similaridades são também reveladoras. Com a exceção dos europeus, cada um desses países contém aspectos do primeiro, do segundo e do terceiro mundo. Na megalópole Mumbai, por exemplo, a maior favela da Ásia fica ao lado de uma próspera área econômica. Uma pessoa que faça uma viagem pela Rússia encontrará tanto uma riqueza impressionante quanto uma pobreza absoluta. Até mesmo nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, parte da população luta para ter um padrão decente de vida. Esses países não são nem inimigos nem amigos uns dos outros; eles são "frenemies", competidores na busca por escassos recursos mundiais. Eles asseguram aos seus povos que são capazes de modelar a próxima ordem global e de garantir o futuro bem-estar da população, mas as respectivas idéias de futuro podem variar bastante. (...). As elites produtivas sabem que onde houver favelas haverá "cidades fracassadas" e "Estados fracassados".

Novas alianças que jogam os países uns contra os outros não serão capazes de resolver os desafios do século 21. Novas formas de cooperação internacional, consulta e compromisso precisarão desempenhar um papel central em um mundo multipolar. (...). Somente um futuro comum - "mudança através do bom relacionamento" e não "um choque de futuros" - poderá nos impulsionar para adiante.

LINK:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2008/10/03/ult2682u960.jhtm

COMENTÁRIO: Texto bem interessante este do Wolfgang Nowak, ligado ao Deutsche Bank. O conceito de "frenemies" reforça a responsabilidade global que os países de destaque passam a ter em um mundo multipolar e a necessidade de cooperação entre eles. É para pensar muito quando ele coloca que somente um futuro comum poderá nos impulsionar para adiante. Desafios complexos: novas soluções ou o antigo que nunca conseguiu ser feito direito?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Prefeitura de São Paulo arrecada R$ 37 milhões com créditos de carbono

FONTE: ULTIMO SEGUNDO (VALOR ON LINE)
DATA DA NOTÍCIA: 25/09/2008

A Prefeitura de São Paulo arrecadou 13,69 milhões de euros (R$ 37 milhões) durante o leilão de créditos de carbono realizado nesta quinta-feira na BM & FBovespa. Ao todo, foram vendidos 713 mil créditos, também chamados de RCEs (Redução Certificada de Emissões), ao preço de 19,20 euros, o que representa um ágio de 35,21% sobre o valor inicial, de 14,20 euros.
Das dez instituições que participaram do leilão, oito fizeram ofertas. A dona dos lotes vencedores foi a empresa suíça Mercuria Energy Trading, baseada em Genebra.Do total de créditos arrematados, 454.343 são oriundos de um projeto do Aterro Sanitário Bandeirantes (zona norte), enquanto que os 258.657 créditos restantes vieram do Aterro Sanitário São João (zona leste).
O leilão foi acompanhado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e pelo presidente do Conselho de Administração da BM & FBovespa, Gilberto Mifano.
LINK:http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/25/prefeitura_de_sao_paulo_arrecada_r_37_milhoes_com_creditos_de_carbono_1938842.html

COMENTÁRIO: Um bom exemplo a ser seguido por outras prefeituras. E não estamos apenas em ser ambientalmente correto, mas sim de reforçar o caixa das prefeituras.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Falta de mão-de-obra freia empresas em emergentes, diz relatório

FONTE: BBC BRASIL
DATA DA NOTÍCIA: 23/09/2008

Um levantamento realizado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU, na sigla em inglês) afirma que executivos acreditam que o principal empecilho para o crescimento de suas empresas nos países emergentes é a falta de mão-de-obra qualificada.

Mais de 1,3 mil executivos foram ouvidos no levantamento, que é um dos maiores já realizados sobre como as empresas avaliam as condições que enfrentam para fazer negócios em 15 países emergentes, entre eles o Brasil.
Quase um em cada quatro executivos, 23% deles, diz acreditar que a falta de mão-de-obra qualificada é um grande problema para suas empresas nesses países.
Cerca de 75% dizem acreditar que esse é pelo menos um empecilho de importância moderada.

LINK: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080923_pesquisaeiu_emergentesrg.shtml

COMENTÁRIO: Este assunto já tinha sido assunto de outros post do blog. Vide os links


Basicamente estamos falando em deficiências do sistema de educação e do gargalo que isto gera para o crescimento econômico. A má notícia é que este gargalo não se resolve de uma hora para outra. Temos que investir em educação agora para que o pais tenha uma mão de obra suficiente e de boa qualidade daqui a 15 anos. A formação de bons profissionais não se dá forma rápida. No caso de executivos isto exige, alêm de uma boa formação, tempo e experiência, erros e acertos, oportunidade de experimentar e aprender. Não se formam executivos em apenas bancos de MBA.
Veja também o artigo : "Falência do ensino e destruição do Futuro" no Site - O Futuro Começa Agora.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Royalties: quase 80% é contingenciado

FONTE: Contas Abertas
DATA DA NOTÍCIA: 16/09/2008

Ainda não se tem certeza sobre o valor que o governo federal arrecadará pela exploração das novas reservas de petróleo acumuladas na camada do pré-sal. Ainda assim, os estados já se digladiam pela maior fatia dos royalties. Enquanto isso, 60% dos recursos globais autorizados em orçamento para este ano oriundos da fonte de “compensação financeira por exploração de petróleo ou gás natural” ainda não foram aplicados pelos governos federal e estaduais. Dos R$ 24 bilhões previstos no orçamento para 2008 com recursos originados dessa fonte, apenas R$ 9,7 bilhões foram efetivamente gastos até agora, incluindo os chamados restos a pagar - dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes. Do montante previsto exclusivamente para uso do governo federal, R$ 8,9 bilhões, pouco mais de R$ 7 bilhões (79%) estão congelados na chamada reserva de contingência, que anualmente ajuda nas metas de superávit primário do governo federal (veja a tabela).

Além disso, da arrecadação global de royalties sob responsabilidade da União este ano (R$ 8,9 bilhões), apenas R$ 763 milhões foram desembolsados, o que representa somente 9% do total previsto em orçamento. A compensação financeira é restituída pelas empresas concessionárias ao orçamento da União por meio dos royalties – valores pagos sobre a produção bruta de petróleo – e das “participações especiais” – calculadas sobre a receita líquida trimestral dessa produção e só para uma produção de 30 mil barris por dia ou mais.Dentre os baixos índices de gastos realizados com recursos adquiridos pelos royalties, destaca-se o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O órgão é responsável por administrar R$ 1,1 bilhão dos recursos originados da compensação financeira por exploração de petróleo ou gás natural, mas até agosto aplicou apenas R$ 1,2 milhão – o que não representa sequer 1% do orçamento global previsto para a pasta (veja tabela do MMA).

Do valor global administrado pelo órgão, R$ 9,6 milhões (1%) são efetivamente passíveis de execução com despesas do ministério, segundo informa a assessoria do MMA. O restante é enquadrado na reserva de contingência. Os recursos são utilizados no desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos relacionados com a preservação do meio ambiente e a recuperação de danos ambientais causados pelas atividades da indústria do petróleo.Em seguida, o menor percentual de execução está a cargo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que neste ano desembolsou somente 23% do R$ 1,4 bilhão autorizado em seu orçamento (veja tabela do MCT).

Segundo a assessoria do MCT, parte do orçamento ainda está em processo de elaboração de edital para ser liberado. “Os editais serão lançados em breve pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), mas todos os recursos serão aplicados até 2010, conforme projetado, em março deste ano, pelo Conselho Gestor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico”, explica a assessoria em nota.Dentre as ações do MCT com base nos recursos arrecadados por royalties estão as atividades de pesquisa, de qualificação de recursos humanos, diagnóstico das necessidades e prognóstico das oportunidades para a indústria do petróleo. Os recursos do ministério devem, ainda, financiar programas de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico aplicados ao setor do petróleo e do gás natural.

O Ministério da Defesa também desembolsou pouco este ano com verba originada da fonte de compensação financeira por exploração de petróleo ou gás natural. Somente 20% do total de R$ 1,7 bilhão foi gasto pela pasta (veja tabela da Defesa). A Marinha do Brasil, responsável pela execução do orçamento levantado pelos royalties do petróleo destinados à Defesa, justifica que o montante disponível para o ministério é composto por R$ 706 milhões da reserva de contingência e por R$ 994 milhões de Orçamento de Custeio e Capital (OCC), que incluí as despesas do dia-a-dia do órgão. “Do montante passível de empenho, a Marinhas do Brasil efetivamente gastou cerca 45% (R$ 297,03 milhões)”, justifica o ministério. A Marinha esclarece, ainda, que a limitação nos gastos se dá, principalmente, pelo contingenciamento aplicado ao Ministério da Defesa. Segundo o ministério, o orçamento é utilizado para atender aos encargos de fiscalização e proteção das áreas de produção do petróleo. Além disso, com esses recursos a Marinha custeia a manutenção, reaparelhamento e reparos de equipamentos, a aquisição de combustíveis e sobressalentes utilizados nas missões e a capacitação de pessoal.

Os royalties administrados diretamente pelo Ministério de Minas e Energia (MME) totalizam R$ 4,5 bilhões em 2008. Desse total, apenas 2% foram efetivamente gastos. Segundo o MME, os recursos contemplam programas do próprio ministério, além de serem redistribuídos para outros órgãos vinculados, como a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, por exemplo, para onde há dotação de R$ 717,5 milhões. Desse montante, 88% estão contingenciados e somente 5% do valor global foram aplicados pela companhia até agora. Para a Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis – ANP, o orçamento prevê R$ 3,2 bilhões, dos quais 99% estão destinados à reserva de contingência (veja tabela do MME).

O MME tem à disposição de seus programas, com recursos dos royalties, o total de R$ 670,4 milhões, tendo sido gasto pouco mais de 1% desse valor. A justificativa: R$ 661,2 milhões (99%) na reserva de contingência. De acordo com o ministério, os recursos são utilizados para o financiamento de estudos, pesquisas, projetos, atividades e serviços de levantamentos geológicos básicos no território nacional. Além desses montantes, o MME é responsável também por emitir os empenhos referentes às “transferências constitucionais e as decorrentes de legislação específica”, que são as arrecadações repassadas aos estados e municípios. Do montante de R$ 15,2 bilhões, o ministério empenhou quase 100%, tendo sido repassados efetivamente R$ 6,6 bilhões às regiões beneficiárias. Vale lembrar que os repasses aos estados e municípios são feitos em parcelas mensais e que a execução do orçamento distribuído não é passível de acompanhamento pelo o Sistema de Administração Financeira do governo federal (Siafi).

Debate precipitado

De acordo com Roberto Piscitelli, economista e professor de finanças públicas da Universidade de Brasília, o governo tem colocado o “carro na frente dos bois”. O economista acredita que a aposta sobre o pré-sal é muito alta e precipitada. “Ainda não temos certeza da viabilidade da exploração no pré-sal”, afirma. Além disso, Piscitelli lamenta que a discussão sobre o rateio dos royalties tenha se tornado de baixo nível. "A briga pela maior parte dos royalties só demonstra a pobreza de valores dos nossos líderes. Cada estado quer uma parte maior alegando que a região sofre pela exploração, mas se somos uma federação é preciso termos consciência de que a melhor distribuição é a descentralizada", diz o economista.

Para Piscitelli, as arrecadações são resultado do apoio dos contribuintes nos mais de 50 anos de existência da Petrobrás e por isso deveriam ser bem aplicadas, ou ao menos aplicadas de fato. “O aspecto da baixa execução do orçamento é crônico e atinge quase toda a programação orçamentária, mesmo naquilo com que o governo efetivamente se compromete a gastar”, explica o professor.

Milton Júnior (do Contas Abertas)

LINK: http://www.contasabertas.com/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2389

COMENTÁRIO: Ainda não é possível ter certeza da viabilidade econômica da exploração, mas o fato é divulgado como receita certa. Talvez o dinheiro gerado pelo pré-sal só esteja disponível daqui a mais dois mandatos presidenciais e já estão brigando por ele. Mais do que precipitado, o debate parece pouco responsável e muito eleitoreiro.

Veja também o artigo "Pré-sal, discurso e futuro" no Site -O Futuro Começa Agora

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cientistas modificam bactéria para fazer etanol a partir de qualquer planta

FONTE: G1 GLOBO.COM
DATA DA NOTÍCIA: 09/09/2008

Linhagem criada nos Estados Unidos transforma celulose em etanol. Meta é viabilizar a produção do combustível em larga escala naquele país. Cientistas americanos continuam na corrida para desenvolver uma forma de produzir etanol que seja competitiva. Sua última criação é uma bactéria, capaz de comer celulose e excretar etanol, com alta produtividade.

O microrganismo é uma versão "adaptada" da bactéria Thermoanaerobacterium saccharolyticum. Trata-se de uma criatura termofílica (ou seja, que gosta de altas temperaturas) e anaeróbica (ou seja, que não usa oxigênio). Os cientistas, liderados por Joe Shaw e Lee Lynd, do Dartmouth College, nos EUA, modificaram geneticamente o bichinho (rebatizado de ALK2) para que ele produzisse mais e melhor o etanol. Deu certo: além do alto rendimento, acabou que o etanol foi praticamente o único produto gerado pela bactéria.

LINK:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL752590-5603,00-CIENTISTAS+MODIFICAM+BACTERIA+PARA+FAZER+ETANOL+A+PARTIR+DE+QUALQUER+PLANTA.html

COMENTÁRIO: O processo normal de produção de etanol (álcool etílico) baseia-se na transformação dos açúcares (glicose) ou amidos existentes em certos vegetais em álcool, através da ação de leveduras (Saccharomyces cerevisiae) ou bactérias. Este processo de fermentação é utilizado por estes microorganismos para a obtenção de energia e tem como subproduto o álcool e o gás carbônico. Isto vale tanto para o álcool combustível veicular, para a sua cerveja, para o vinho ou mesmo para a sofisticada champagne.

No caso da cana de açúcar, o caldo é previamente purificado e transformado em mosto, uma solução com teores de açúcar previamente ajustada. A este mosto são adicionadas as leveduras para que ocorra o processo de fermentação, que irá resultar em uma intensa liberação de gás carbônico e a transformação do açúcar em álcool diluído em água. O produto final deste processo é uma solução um teor alcoólico de cerca de 7° a 10° GL.

Esta solução passa então por diversas torres de destilação que irão progressivamente recuperando, concentrando e purificando o álcool até cerca de 96° GL. O resíduo desta destilação é a vinhaça que é posteriormente utilizada para a adubação na agricultura.

O subproduto deste processo é o bagaço de cana que hoje é aproveitado como combustível para queima e geração de energia em termelétricas, que garante a auto-suficiência energética das usinas de cana. Com este sistema de geração de energia prevê-se que as usinas irão gerar até 2020 o equivalente a duas Itapus de energia.

O álcool gerado desta forma representa apenas um terço da energia captada do sol pela planta. Os outros dois terços são energia solar convertida em celulose através do processo de fotossíntese.

As pesquisas estão evoluindo hoje para a obtenção de etanol a partir de restos vegetais abundantes e de pouco valor econômico contendo celulose, como palhas, restos de madeira, ou o próprio bagaço de cana, que não sirvam para alimentação humana ou animal. Este processo é o chamado etanol de lignocelulose e se dá através da hidrólise, que pode ser enzimática ou acida, sendo a primeira mais eficiente.

Isto abre a porta para a utilização de uma grande variedade de matérias primas para geração de álcool e energia, incluindo-se por exemplo, cascas de eucalipto ou qualquer outro resíduo agroindustrial rico em carbono.

No caso do eucalipto, a madeira, galhos ou as cascas são cozidas em água gerando um caldo chamado de licor negro. Este licor negro é utilizado para a obtenção do etanol.

A obtenção de energia a partir que qualquer material celulósico barato irá permitir que diversos países possam reduzir o seu consumo de petróleo e derivados. Isto é particularmente importante para países como os Estados Unidos que estão sujeitos e uma grande dependência de importação de petróleo dos países Árabes, o que gera como conseqüência uma forte pressão políticas nas relações, que entre outros, culminou com a invasão do Iraque pelas tropas americanas para a garantia da manutenção do acesso ao petróleo. O domínio desta tecnologia poderá representar uma mudança na geopolítica global, principalmente no caso dos Estados Unidos que é totalmente refém dos países Árabes e iniciar um processo de mudança da matriz energética para energias renováveis.
Os países membros da Opep detêm 75,5% das reservas de petróleo comprovadas do mundo, o que os dá um enorme poder de barganha no cenário mundial. Do total das reservas mundiais de 61% estão concentradas nos países do Oriente Médio.
Já os Estados Unidos, respondem por 2,4% das reservas comprovadas, 8,0% da produção e 23,9% do consumo mundial.

Hoje existe uma intensa corrida dos centros de pesquisa, principalmente nos Estados Unidos e Brasil, onde a indústria de etanol é mais evoluída, para o desenvolvimento de processo e patentes de produção de álcool a partir da celulose.

De quebra, o etanol é muito menos poluente do que os combustíveis a base de petróleo o que também ira contribuir para redução de emissão de gases de efeito estufa. O meio ambiente agradece.
No futuro poderemos, por exemplo, estar fazendo álcool de caixas de papelão (celulose) do lixo!

Em tempo, a Embrapa já esta desenvolvendo processo para obtenção de Etanol a partir de batata doce e mandioca.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Germany leads 'clean coal' pilot

FONTE: BBC NEWS
DATA DA NOTÍCIA: 03/09/2008

This mini power plant is a pilot project for carbon capture and storage (CCS) - the first coal-fired plant in the world ready to capture and store its own CO2 emissions.
Next week the pilot - an oxyfuel boiler - will be formally commissioned.
A cloud of pure oxygen will be breathed into the boiler. The flame will be lit. Then a cloud of powdered lignite will be injected.
The outcome will be heat, water vapour, impurities, nine tonnes of CO2 an hour, and a landmark in clean technology.
Because the CO2 will then be separated, squashed to one 500th of its original volume and squeezed into a cylinder ready to be transported to a gas field and forced 1,000m below the surface into porous rock where it should stay until long after mankind has stopped worrying about climate change.

LINK: http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7584151.stm

COMENTÁRIO: O armazenamento de gás carbônico no subterrâneo não chega a ser uma novidade. Este tipo de solução já era prevista há algum tempo. A novidade aqui é o fato de que uma planta piloto já está operando neste sistema. A questão do uso do carvão para geração de energia esbarra hoje principalmente no fato de que este é muito poluente e emite um consideravel volume de CO2, um dos principais responsáveis pelo aquecimento atmosférico. Embora não seja uma fonte renovável, as reservas de carvão no mundo são muito grandes e permitiriam seu uso ainda por muitas décadas. O problema entretanto pode ser resumido assim:
1- O carvão é um combustível fóssil e portanto não renovável.
2- As reservas de carvão no mundo são muito grandes.
3- Caso a tecnologia se demonstre viável em termos de custo, esta alternativa pode se mostrar positiva.
4- Não devemos nos desviar entretanto da busca de alternativas de energias renováveis como a solar e eolica que serão, estas sim, solucões definitivas para o problema de energia da humanidade a longo prazo. Apenas como dado comparativo, o Sol envia para a Terra cerca de 10.000 vezes o consumo mundial de energia primária.
6- No caso da energia solar, está permite ainda a geração distribuída pelos próprios consumidores (residências e empresas) o que elimina o custo de extensas linhas de transimissão e de distribuição da energia gerada em unidades de grande porte.
7- Se comparado com os outros sistemas de geração de energia, o investimento realizado em pesquisa de energia solar fotovoltaica e eólica e muito pouco significativo. Maiores insvestimento representam maior eficiência dos sistemas e redução do custo por kW.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

domingo, 10 de agosto de 2008

Petrobras descobre nova jazida de óleo leve no pré-sal

FONTE: AGÊNCIA ESTADO
DATA DA NOTÍCIA: 07/08/2008

A Petrobras informou nesta noite a descoberta de uma nova jazida de óleo leve na área do pré-sal da Bacia de Santos. A informação consta de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A estatal não especifica o tamanho do poço, informalmente conhecido como Iara, mas diz que a densidade do óleo é de cerca de 30 graus API(sigla que identifica a classificação da qualidade do óleo), bastante mais alta do que a média nacional, abaixo dos 20 graus. A classificação máxima é de 50 graus API. Quanto mais perto desse número, de maior valor é o óleo. Em 12 de junho, a Petrobras já havia anunciado a descoberta de uma jazida de óleo leve no pré-sal.
O poço está localizado em área explorada pelo consórcio formado pela Petrobras, que é a operadora, com 65%, o britânico BG Group, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%. O consórcio explora o bloco conhecido como BM-S-11.O bloco é composto por duas áreas exploratórias, sendo que na maior delas foi perfurado o campo de Tupi, que encontra-se em fase de avaliação.
O novo poço, informalmente conhecido como Iara, encontra-se a cerca de 230 quilômetros do litoral da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d''água de 2.230 metros. A estatal informa que ele ainda encontra-se em perfuração em busca de objetivos mais profundos.A descoberta foi comprovada através de amostragem de óleo leve por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.600 metros, e comunicada hoje à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

LINK: http://aeinvestimentos.limao.com.br/economia/eco14283.shtm
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

Making Mobile Networks Cheap and Green

FONTE: SPIEGEL ONLINE
DATA DA NOTÍCIA: 08/04/2008

VNL of Sweden unveils a solar-powered base station for the cellular industry that is a fraction of the size and cost of conventional towers.

It has taken 21 years to get mobile phones into the hands of 3 billion people around the world. Reaching the next 1.5 billion, who live in the world's poorest and most remote corners, is expected to take a lot less time but will pose much tougher challenges.
There is, for instance, the thorny question of how to justify the expense of installing transmission towers in areas where people can only afford to pay as little as $2 per month for phone service—not to mention the cost of running and servicing equipment where electricity and engineers are in short supply.
That is where VNL, a new, privately funded Swedish-Indian telecom equipment maker comes in. Co-founded by Anil Raj, a Stockholm-based mobile industry veteran who held key roles at Ericsson and Sony Ericsson, VNL includes a dozen of the engineers and executives who created the digital-mobile technology known as GSM. They have turned their expertise to the challenge of making mobile networks that are vastly cheaper, simpler, and less power-hungry than anything ever before devised.
The Four-Year Wait is Over
Now, after four years in stealth mode, VNL is finally pulling back the curtain. In July, the company introduced its radically new mobile transmission towers—known in industry parlance as base stations. Costing just $3,500 each (compared with prices typically ranging from $10,000 to $100,000 for conventional base stations) and roughly the size of a laser printer, VNL's base stations are powered by solar energy and use only as much energy as a 100-watt lightbulb. That's one-sixth the amount needed by the most efficient competing base stations that run on alternative energy.

LINK: http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,569855,00.html

COMENTÁRIO: O artigo apresenta um caso muito interessante no qual a energia solar não só é viavel, mas permitiu reduzir drasticamente o custo das torres de transmissão de sinal de celulares.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

Brazil defends biofuel's merits

FONTE: BBC NEWS
DATA DA NOTÍCIA: 28/07/2008

Truckloads of sugar cane arrive from the nearby fields, some cut down by hand, some - in a sign of things to come - removed by machine.
From sugar cane fields to the garages of Brazil, doubts about biofuels in other parts of the world have not visibly slowed the process here.
Marcus Jank, president of the Sugar Cane Producers Association believes ethanol from sugar cane brings environmental and economic benefits.
"The first benefit is to reduce dependence on oil," he says.
"In our case we have replaced 50% of petrol with ethanol and also it was possible to have reduced the price of fossil fuels because of the competition with ethanol.
"We estimate that if there was not ethanol the petrol price would be 30% higher in Brazil."

LINK: http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7528323.stm

COMENTÁRIO: Por ignorância ou desinformação intencional, existe uma confusão muito grande entre o etanol produzido a partir do milho (EUA) e a partir da cana de açucar (Brasil). No caso americano, 1/3 da produção de milho de 2008 está sendo destinado à produção de etanol, com grande impacto sobre o preço das rações para bovinos, suinos e aves, gerando aumento dos produtos deste ramo da agroindústria nos EUA e inflação no preço dos alimentos. No caso da cana de açucar brasileira, não existe competição direta com a produção de alimentos (salvo açucar) e ainda existe um potencial de aumento significativo da produção, sem que sejam incorporadas novas áreas da fronteira agrícola da região amazônica. O artigo apresenta alguns números da básicos da indústria de etanol brasileira.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Doha: Brasil avisa que vai para a briga para defender o etanol na OMC

FONTE: O GLOBO
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/2008

GENEBRA - O Brasil vai para a briga se os Estados Unidos e a União Européia insistirem em limitar o acesso do etanol a seus mercados, advertiu o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em conversa com o ministro indiano de Comércio, Kamal Nath. (Veja ainda: BID empresta US$ 269 milhões para usinas de etanol no Brasil )
A questão do etanol é considerada fundamental para um acordo na Rodada Doha, daí o interesse de Kamal sobre as barganhas envolvendo o produto. Ir para a briga significaria bloquear um acordo de Doha. Mas a decisão terá de ser bem pesada, no momento preciso, para ver se realmente compensa.
Em conversa com Kamal Nath, o chanceler demonstrou receio de que a UE tente realmente criar cota para o etanol, o que limitaria o acesso do biocombustível ao mercado europeu a um volume insignificante.
Além disso, os EUA recusam negociar a taxa de US$ 0,54 por galão importado, e tampouco apontou alguma tentativa de solução.
- Para o Brasil, a exclusão do etanol da liberalização global é politicamente inaceitável. Se não houver solução na Rodada Doha, o Brasil terá de abrir uma disputa na OMC, denunciando os EUA.

LINK:http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/07/23/doha_brasil_avisa_que_vai_para_briga_para_defender_etanol_na_omc-547375473.asp

COMENTÁRIO: As barreiras tarifárias ao etanol e a produtos chaves da agricultura são os principais pontos de negociação do Brasil na Rodada de Doha. O Brasil já ganhou a disputa do algodão na OMC e tem direito a uma retaliação comercial que ainda não utilizou. Com o impasse da negociação, agora está pressionando com a disputa litigiosa na OMC. A Brasil já tem elementos suficiente para sustentar sua tese. Um disputa na OMC entretanto leva de 4 a 5 anos.
A disputa litigiosa na OMC é um risco para EUA e EU.
Veja também a notícia sobre a disputa do algodão que o Brasil ganhou na OMS.
Victor Rizzo - Blog Nossos Negócios

CEF vai financiar projetos de energias renováveis

FONTE: O GLOBO
DATA DA NOTÍCIA: 23/07/08

A CEF vai intensificar participação no financiamento ao setor elétrico. O foco serão projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PHCs) e usinas eólicas e de biomassa, de modo a não competir com o BNDS, principal agente finaceiro dos grandes projetos de gereção de energia do país. A estratégia da CAIXA começará pelo Norte do país.
A instituição firmou convênio com a SUDAM, que até então só operava com o Banco da Amazônia (BASA), para emprestar recursos a empreendimentos privados aprovados pela ANEEL. Já começou a negociar parceria com o BANCO MUNDIAL. A previsão é de que o acordo seja fechado até o fim do ano, diz Adaílton Ferreira TRINDADE, (Gerente Nacional de Financiamento a Saneamento e Infra-Estrutura) :_ A linha com a SUDAM estará pronta em setembro. O volume de recursos não está definido. Além do Norte do país, atenderemos Mato Grosso e Oeste do Maranhão.
A CEF também quer atuar estruturando projetos de energia que serão financiados por fundos de investimentos, entre eles, o FGTS. A meta é emprestar R$ 1 bilhão este ano pelo modelo. Outro R$ 1 bilhão pederá vir das parcerias, como a firmada com a SUDAM.

Antonov An-225 - um peso pesado que sai do chão

FONTE: RODRIGO FAUSTINI

Fotos impressionantes do avisão cargueiro russo Antonov.
Um gigante dos ares ! Espetáculo da engenharia !!!

LINK: http://paginas.terra.com.br/informatica/faustini/antonov/